segunda-feira, 2 de abril de 2012

Um dia a gente aprende. E será que aprende?

Um dia a gente aprende a não se estressar com as pequenas intempéries do cotidiano. É difícil.
Tem dias que simplesmente tudo parece dar errado. Ou há dias em que as coisas até se encaminham bem, mas um detalhe (na maioria das vezes nada importante) faz o copo transbordar e toda a paciência e boa vontade vão por água abaixo.

Nessas horas, as pequenas coisas se transformam em grandes coisas e todas as conquistas do dia parecem diminuir ou perder o valor no equilíbrio natural.

De nada adianta fazer cara feia.
Os probleminhas não desaparecem com caretas, birras e meninices.
Eles ficam ali a nos encarar e a dar risada dos nossos atropelos e da falta de capacidade que nos encontramos. Parecem até se divertir.
O que nos resta se não encarar de frente e "tirar de letra"?

Um dia a gente aprende a não se deixar afetar pelas coisas que não podemos controlar.
Um dia a gente ganha uma dose de paciência extra e enfrenta as adversidades com um sorriso mais largo no rosto.

Porque às vezes é só isso. Sorrir e esperar passar.
Algumas situações realmente são desagradáveis. Se estressar, bater pé e se deixar "estragar" não vai resolver absolutamente nada.

É preciso exercício forte de canalização para que a gente possa não se abater com essas coisas. Atitude esta que a gente carrega para todos os âmbitos da vida. E funciona. Se funciona! Canalizar essa energia planejando coisas boas, fazendo aquilo que nos agrada, enfim.

Mas é preciso uma boa dose de disponibilidade. E de força de vontade. E de paciência. Parece muito. Mas aos poucos a gente aprende.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Recomeçar é preciso.


Nos renovamos todos os dias e passamos por diversas transformações ao longo da vida que fica impossível dizer que continuamos os mesmos de anos atrás. Somos atravessados por inúmeros fatores e eles vão nos moldando, nos adaptando para as novas configurações que se apresentam para nós.

Para todos os finais de ciclo, novos ciclos se iniciam e é preciso adaptar-se para seguir em frente da forma mais tranquila possível.

Estamos acostumados com hábitos, formas e cores das situações que nos cercam, seja trabalho, estudo, relacionamentos. Quando este terreno familiar se desestabiliza, leva com ele um pouco do nosso próprio equilíbrio.

Mas para que as coisas se encaixem, é preciso um pouco de desorganização. Sim, isso mesmo.

Quando tudo está certo, dado, familiar e sob controle, geralmente não precisamos nos preocupar com a linha do tempo e com o rumo das coisas. Elas parecem acontecer naturalmente.

Quando algo sai do nosso controle, “sacode” nossa vivência e faz com que a gente precise repensar o caminho escolhido, as direções que tomamos e como traçaremos o novo percurso a ser seguido.

Novos ciclos se fazem necessários. Recomeçar a caminhar por caminhos desconhecidos, às vezes assusta.

Mas é preciso força de vontade para se adaptar. Esse é um processo doloroso. Abrimos mão daquilo que foi confortável e apostamos no incerto. Não ter controle mexe com algo muito íntimo nosso.

Mesmo no caminho já conhecido, às vezes precisamos inovar. Mas é preciso estar disponível. O que vamos recomeçar hoje?

quinta-feira, 8 de março de 2012

A hora da despedida

Essa semana queria não ter compromissos. Queria ter podido passar mais tempo recolhida no ninho. Queria ter ficado grudada a todo momento.

Essa semana é a semana de "cair a ficha", do dar-se conta, de perceber como o tempo passa rápido e como a gente tem que aproveitar as pequenas coisas do nosso cotidiano.

Nestes últimos dias percebi o quanto as pessoas são importantes e como elas podem fazer falta nos mínimos detalhes.

Hoje e amanhã são dias de despedida. Não uma despedida permanente, mas uma despedida longa.
E sabe, espero que seja longa, porque quanto mais longa ela for, mais certa vou estar que tudo deu certo como o planejado.

A gente fica. Com o coração na mão.
Mas fica bem, porque tem que ficar, porque precisa esperar e deixar tudo certo para o grande retorno.
Mas um pedaço da gente vai junto. Nem que seja para cuidar dos passos de quem parte.

Tem momentos na vida em que só o que nos resta é desejar "boa sorte e juízo". É, os conselhos se invertem. Os papéis se invertem.

Mas fica a reflexão: aproveitemos de fato os momentos que a gente passa com a família e amigos. Potencializemos cada instante que temos ao lado daqueles que amamos.
Saudade às vezes é inevitável. Mas ela existe para nos lembrar daquilo que foi bom e que, em breve, vai nos brindar mais uma vez.

Boa viagem!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Amor não precisa de explicações

Muitas vezes as pessoas questionam o porquê de amarmos tal pessoa e outra não.
Perguntam-se como a gente escolhe os pares e porque nos atraímos. Como passamos a gostar, em que momento que a atração se torna algo mais?

Sinceramente penso da seguinte maneira: para amar não precisamos de explicações. A gente ama e ponto. Por quê? Não sei. Acredito que é essa a nossa natureza: ser afetivo com outro ser humano que nos faça bem. Ou não.
As pessoas são estranhas mesmo. Amam aqueles que as maltratam. Desprezam aqueles que as querem bem. Vai saber.

O que a gente tem que saber é que não há motivos explicáveis para as loucuras que o coração faz. Até existem, mas não vai adiantar tentar explicar em termos concretos.
Quando estamos apaixonados nenhuma explicação cabe, nenhuma serve, nenhuma convence.

Ela é bonita e ele um ogro? E dai?
Ele é sarado e ela gordinha? E dai?
Eles não combinam em nenhuma constelação do sistema solar? E dai?

Precisa seguir um roteiro para uma pessoa querer ficar junto com outra?
"A coisa" é muito mais simples, amigos. Não precisa de nada pré-definido para gostar. As pessoas se conhecem, se gostam e querem passar mais tempo juntas. Simples assim. Sem maiores definições. Sem precisar que ninguém goste ou aprove aquilo que esteticamente combina ou não.

Resta aos que escolheram caminhar juntos, "peitar" essa decisão e seguir em busca de "sei lá o quê" os faça feliz.
E para quem fica buscando explicações, há tantas coisas nesse mundo que ainda não explicamos. Esquentem suas cabeças com questões mais importantes, como a própria felicidade.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Falta, que falta?!


Como são ricas as trocas que hoje em dia a internet e as redes sociais nos permitem! É muito interessante observar a repercussão que um comentário toma quando postado num simples clique. Uma reflexão nossa que passa a ser compartilhada por outros tantos que se identificam com aqueles 140 caracteres.

Estava refletindo a respeito da falta. Aquela sensação que temos quando tudo parece certo, quando apesar dos pesares sorrimos, seguimos, vivemos, mas quando algo lá dentro ainda nos aponta um vaziozinho incomodativo.

Parece ruim, mas na verdade é coisa boa.
A incompletude nossa de cada dia é o que nos movimenta, nos motiva, nos faz correr atrás dos objetivos.
É por essa "falta" que a gente continua investindo, fazendo projetos, mudando planos.

Bom seria se a gente tivesse tudo aquilo que deseja. Bom? Duvido muito! Que infelicidade não precisar se mover para nada! Que marasmo simplesmente acordar sem se preocupar com aquilo que deixamos de ter.

A falta nos movimenta em busca de algo. Deve ser vista como algo positivo em essência. Mas não significa que a gente não possa ou não deva sentir essa falta. Afinal ela nos mostra que mesmo desejando, ainda somos (e seremos sempre) incompletos.

E ai, o que/quem te faz falta hoje?

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Ano novo, solução nova


Pois é. 2012 chegou e foi logo dizendo a que veio.

Início de ano é sempre motivador. É um estopim para novos projetos, novas metas, novos propósitos.
Esse momento pode ser imensamente positivo. Mas há momentos em que os problemas se apresentam logo de cara, assim de supetão, sem prévio aviso e sem preparação emocional.

Quando coisas ruins nos acontecem, procuramos evitar o problema, tentando assim (eu diria que em vão) evitar maiores sofrimentos.
Ficamos divididos entre seguir em frente e deixar o que ficou de ruim para trás ou resolver de vez aquilo que está pendente.

Parece simples (e lógica) a escolha: resolver de uma vez aquilo que nos aflige. Mas nem sempre é assim. Nem sempre esse caminho é o mais fácil. Ele requer que estejamos dispostos a enfrentar todas as facetas do problema, nossas responsabilidades e que estejamos dispostos a assumir riscos. Risco até de ser julgado pelos outros.

Quando é o momento de passar por cima das coisas e assumir os riscos?
Quando vale a pena?

Quem dera as respostas estivessem prontas. Não estão. É nossa construção, nossa reflexão que vai nos auxiliar na tomada de decisões.
Importante é fazer aquilo que a gente acredita estar certo, seguir aquilo que nos dará satisfação e buscar ser feliz em cada escolha.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Cada um dá o que tem de melhor

Li uma história há algum tempo e resolvi compartilhar aqui. Acredito que aquilo que nos faz refletir é válido ser lido e dividido.

"Um rico resolve presentear um pobre por seu aniversário... Ironicamente manda preparar uma bandeja cheia de lixo e sujeiras.
Na presença de todos, manda entregar o presente, que é recebido com alegria pelo aniversariante, que gentilmente agradece e pede que aguarde um instante, pois gostaria de poder retribuir a gentileza. Joga fora o lixo, lava e desinfeta a bandeja, enche-a de flores, e devolve com um cartão, onde está a frase: "A gente dá o que tem de melhor...”

A história tem moral e tudo mais. Está na rede para quem quiser pesquisar.

O importante a se pensar é simples: cada um dá o que tem de melhor. E acho que a gente deve pensar isso não só na hora em que as pessoas nos magoam ou são ingratas conosco por algum motivo. Mas também quando a gente vai agir com os outros.

Temos o costume de tratar bem as pessoas quando precisamos delas de alguma forma. A gente esquece que devemos tratar as pessoas como gostaríamos de ser tratados.
Clichê, mas é bem por ai.