quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Buscando a inspiração

Há mais de um mês que olho para esta página e nada brota no meu pensamento. A bendita inspiração me abandonou temporariamente. E abandonou os amigos que sempre sugerem postagens, idéias e comentários.

O pânico daquele que é chamado a escrever é justamente olhar para a página branca e ela continuar desta forma. Rs

No embalo das férias, do início do novo ano, da programação das metas de trabalho e pessoais, acabamos saturando as reflexões e escrever se torna algo adiável.

Mas isso não é uma coisa necessariamente ruim.
Escrevemos quando algo em nós transborda, seja indignação, saudade, amor, tristeza, mágoa, etc.

A calmaria dos últimos dias acabou por bloquear certos transbordamentos.

Escrevo sobre aquilo que me toca, que me afeta (de afeto, sentimento), que me possibilita a construção, a modelação e o melhor entendimento sobre um conceito, uma idéia.
Escrevo sobre aquilo que aprendo, que vivencio, que percebo.

Troco, transmito e divido com os leitores aquilo que é comum, que nos estreita, que entendo como algo que aproxima.

E não que eu não tenha pensado, não tenha sentido, não tenha observado ou percebido. Acredito que tudo isto tem acontecido com a mesma intensidade, com a mesma frequência.

Acho que às vezes nos falta o tempo certo de absorver tudo o que se passa conosco.
Estreitar o pensamento e escolher aquele que mais inspira, que mais motiva para que ele se torne palavra, frase, parágrafo e enfim, texto.

Continuo buscando a inspiração e, como sempre, aceitando as contribuições sempre tão carinhosas dos amigos e leitores que dividem este espaço comigo.

Boas inspirações para todos nós!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Onde foi que esconderam o amor?!


Que estamos vivendo dias de distanciamento, de falta de compaixão, de desumanidade, de falta de amor ao próximo, não preciso nem comentar. É berrante, gritante, visível e insuportavelmente óbvio.
O medo da intimidade, a individualidade, a marca, o trauma são muitas respostas para perguntas que não querem calar. Onde está o amor? Onde buscar por ele?
Mesmo com todo este distanciamento, esta fuga, vemos pessoas esperando pelo amor, procurando o encantamento, querendo encontrar alguém que faça seus dias mais coloridos.
Ontem mesmo estávamos num velho dilema no Twitter sobre o amor, as caras-metade, a dificuldade de encontrar pares nesta caminhada.
Vejo muita gente em busca, aberto aos relacionamentos. Mas onde estão que não se encontram?
Por onde andam estas almas sensíveis em busca de um complemento, em busca de suas "borboletas no estômago"?
Encontramos e perdemos pessoas no meio do caminho. Experimentamos sensações, vivemos intensidades diferentes ao longo da caminhada. Cada uma é única e é especial em suas particularidades. Faz parte do que somos hoje.
Vivemos na ânsia de encontrar aquilo (ou aquele(a)) que nos fará mais felizes.
E acredito que seja ai que erramos. Na expectativa constante.
Ela às vezes nos faz perder a simplicidade das experiências, reduzindo-as a simples busca de nosso complemento, nosso amor.
Alguém postou uma frase hoje que acho justo trazer para este texto: "Nunca corra atrás do amor, ele pode pensar que é um jogo e vai fugir de você. Apenas espere, pois na hora certa ele vai te encontrar" (@GloriaMariaReal).
Vamos esperar então. Continuar a busca pelas coisas que nos fazem felizes. Mas sem perder a naturalidade das situações. Quando estamos focados demais, pequenos detalhes nos passam despercebidos, levando com eles, talvez, grandes possibilidades. Quando estamos abertos, as coisas se apresentam, sem maiores dificuldades.
Esperar sem saber até quando e pelo quê parece difícil? Não quando se tem amigos e quando estamos nessa vida para aproveitar as coisas boas. =)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Para momentos de ordem, um pouco de caos se faz necessário

Já diziam os mais velhos em momentos tristes: "Depois da tempestade vem a bonança".
Pois é. E não é que eles tinham razão?
Concordo com eles, e digo mais: para que a ordem se estabeleça, é necessário um pouco de caos, de estranhamento, de incômodo, de tempestade.
Não estou aqui condicionando a felicidade ao sofrimento e a desgraça anterior. Nem dizendo que só se é feliz quando se passa por tropeços e adversidades.
Estou dizendo que às vezes as pessoas estão descontentes com as situações, mas estão acomodadas.
O emprego não está do jeito que gosta, mas é o que se tem, então só se reclama.
Os relacionamentos não estão satisfátorios, mas o novo assusta.
Os sonhos não estão se realizando, mas algumas coisas aparentemente boas acontecem no meio de muitas ruins.
E às vezes, eis que tudo parece tão certo (leia-se cômodo) e um raio cai no meio do caminho, um balde de água fria nos é atirado, uma "desgraça caótica" nos tira o tapete e joga nossos pés para cima. Ficamos sem chão, sem saída, sem estratégias para manter as coisas do jeito que estavam.
Mas e quem disse que estavam necessariamente boas? Quem disse que da forma como elas estavam acontecendo estávamos plenos, felizes e satisfeitos?
O novo assusta. Entramos em contato com o desconhecido, com algo que não dominamos, que ainda não estamos acostumados.
E eis também que as soluções mais criativas aparecem dai. Forças que nem sabíamos que tínhamos se manifestam e as coisas se encaminham para lugares muito mais prazerosos do que os antes tão "perfeitos".
E a gente se dá conta que era exatamente desta "sacudida" que estávamos precisando. Este caos, este desconhecido, esta aparente bagunça na nossa ordem tão bem estabelecida e controlada.
E quando os planos não dão certo, quando algo parece desmoronar, quando as coisas fogem do script, vamos nos desesperar menos e esperar um pouco mais. A paciência é uma virtude que precisamos aprender a aperfeiçoar para viver melhor estes processos.
Vamos perceber o caos como potencializador, como uma oportunidade para olhar além.
Desconfortável? Certamente. Mas muito esclarecedor quando bem aproveitado.
E ai, alguém já "bagunçou" tua vida este ano?

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Novo ano - novas oportunidades

E o ano começou outra vez... Alguns fecharam 2010 alegres, satisfeitos e com a sensação de dever cumprido. Outros, continuaram com assuntos inacabados.
Percebi neste final de ano um movimento por parte de algumas pessoas, principalmente no Twitter, de "acaba logo 2010" ou "chega 2011", como se a simples troca de datas pudesse acabar ou começar coisas por si só.
Sei que as festas de final de ano são cansativas, que a correria para fechar o ciclo nas empresas, na grande maioria das vezes, é o que separa muitos das tão sonhadas férias.
Mas fiquei com a estranha sensação de que, para algumas pessoas, alguém "lá em cima" ia apertar um botão "reset" à meia noite e tudo seria diferente no exato instante em que os relógios marcassem 12:01.
Ficou a impressão de que para essas pessoas algo mágico ia tirá-las das situações desconfortáveis, trocá-las de emprego, magicamente seus relacionamentos iam melhorar e todas as tristezas ficariam para trás, junto com o ano de 2010.
E chega o tão esperado momento e eis que as coisas continuam iguais. O primeiro dia do ano é só isso mesmo gente: o primeiro dia do ano. Não é santo milagreiro.
As coisas só vão mudar se as pessoas ao invés do "reset" apertarem o "play" e começarem a viver! Não é possível passar uma borracha nos momentos ruins como se eles nunca tivessem acontecido.
Possível é tirar o maior proveito deles e usar todo esse aprendizado a nosso favor.
O primeiro passo é sempre o mais difícil... Parar de reclamar e pensar em soluções é um bom começo. Com um pouquinho de força de vontade as coisas vão se ajeitando.
Abrir as portas para novas oportunidades. É isso que novos ciclos nos possibilitam.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Encerrando o ano - E iniciando outro ciclo

Final de ano chegando e com ele as infindáveis reflexões a respeito do ano que se passou. Não é só a Tv Globo que faz "Retrospectiva XXXX". Nós também fazemos e acumulamos nela todo o fardo de nosso corrente ano.

Algumas situações muito boas e que nos trazem sorrisos, algumas decepções (muuuuitas em alguns casos), coisas ruins que nos marcaram e as famosas "metas" para o ano seguinte, na tentativa de fazer do próximo ano um ano ainda melhor.

E entre essas metas, encontramos de tudo! Arrumar um emprego novo, aquisição de bens materiais, conhecer pessoas, estudar, viajar, ser e acontecer.

Chegando ao final do ano eu pergunto: quantas das "metas" do ano passado tu conseguiste alcançar neste ano de 2010? Quantas ficaram para trás, perdidas no caminho? Quantas não se aplicam mais no dia atual? Quantas foram realmente possíveis de realizar?

Acredito que é importante certo planejamento para saber o caminho a ser traçado. Mas na ânsia de planejar e controlar todas as variáveis, será que a espontaneidade e a naturalidade são preservadas? Será que a intensidade de simplesmente viver e deixar as coisas acontecerem não é algo mais interessante?

Ou será que as metas é que estão inadequadas? Será que estamos almejando coisas que realmente são possíveis de se colocar em prática?

Façamos o seguinte, vamos diminuir o número de metas. Comecemos a pensar não só no resultado final, mas nos passos que vamos dar para alcançá-lo.

Já dizia aquela frase que o caminho é mais importante que o destino. É o processo que nos faz crescer, que nos aprimora.

Listas? Pra quê se o importante é o viver? Queremos alcançar tantas coisas por quê? Não é para sermos mais felizes? Então! Sejamos mais felizes!

Minha meta para 2011? Experimentar!
Experimentar novos caminhos, novas situações, novos desafios, novos amigos, novos amores. E como a gente começa a experimentar a vida?
Permitindo-se!

Como diria Lulu Santos: "Não há tempo que volte, amor. Vamos viver tudo o que há pra viver. Vamos nos permitir..."
Feliz 2011 pra todos nós!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Deixe estar - é possível?!

Há momentos em que encontro pessoas remoendo certas situações, a ponto de, muitas vezes, fechar o olhar para algo além disto.

Quando coloco a palavra remoer, estou trazendo um conceito de repetição "compulsiva", um eco constante e frequente que toma o pensamento em algum momento do dia (ou do dia todo, em alguns casos).

Uma oportunidade que se perdeu, um amor que se desfez, uma pessoa que nos decepcionou, uma situação onde não encontramos conformidade. Muitos são os pensamentos que às vezes atormentam nossas reflexões.

Fico me perguntando o por quê de fixar tanto o pensamento nessas situações e o que há neste acontecimento que não foi completamente resolvido a ponto de tomar a reflexão de forma tão perturbadora. Por que continuar a pensar tanto naquilo que já não pode mais ser alterado?

Acredito que muitos de nós somos movidos pelo desafio, sempre acreditando que é cedo demais para desistir. Deixar de procurar "soluções" seria uma forma de abdicar, de perder a batalha, seja ela qual for.

Mas, pensando do ponto de vista da boa saúde, será que é saudável pensar com tanto afinco naquelas situações em que já não podemos fazer mais nada, que não temos mais nenhum tipo de controle?

A repetição que considero saudável, é aquela que se faz para tentar resignificar os eventos da vida, para realojar sentimentos, para trazer e trabalhar uma nova significação, uma nova subjetivação. Isso é extremamente positivo e também necessário.

Às vezes, é preciso dar-se conta de que precisamos seguir em frente.

Aceitar que às vezes temos de deixar as coisas como estão não é o mesmo que desistir. Ao contrário, é poder ter um cuidado consigo mesmo e com seu tempo interno, que para cada um de nós é tão único, tão particular. Lidar com aquilo que não mais depende de nós é um grande desafio. Fazer o que se pode fazer e não ir contra a maré é a chave.

Precisamos aprender a pensar não para nos punir ou nos culpar por algo que não deu certo, que se perdeu em nossas vidas, mas pensar para poder tomar atitudes mais positivas, refletindo até onde se está fazendo o que se gosta e o que faz bem a si mesmo.

Deixar ir... Libertar-se da culpa de não poder fazer mais nada e perceber que "não fazer mais nada" também é atitude, também é força que nos move.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Duras verdades ou belas mentiras?!

Muitos de meus diálogos com amigos acabam por transformar-se em grandes reflexões e, por vezes, acabam aqui no blog. Fui questionada sobre o seguinte tema: Ser sincero e dizer a verdade é sempre uma coisa boa?

Minha primeira e instintiva resposta seria sim. Dizer a verdade e ser sincero sobre nossas intenções e sentimentos é sempre bom e necessário. Diria até que é algo essencial para a vida em sociedade e manutenção dos relacionamentos.

Mas, como tudo na vida tem dois lados, percebi que certas verdades, quando ditas sem o devido preparo, também nos ferem, também nos trazem sofrimento.
Me pergunto em primeiro lugar: estamos prontos para ouvir as verdades por mais duras que elas possam parecer?

Nós, seres humanos, temos uma grande dificuldade em ouvir críticas e verdades e aceitá-las como algo construtivo.
Uma dura verdade é ainda melhor que uma bela mentira.
Uma dura verdade nos permite crescimento. Permite também que trabalhemos com a realidade, conhecendo o terreno onde estamos construindo nossa história e tendo em vista as ferramentas que temos disponíveis na nossa caminhada.

A mentira, por melhor que seja a intenção, nos tira a oportunidade de rever nossas opções e trabalhar com o real, com as possibilidades que temos.

Mas é preciso muito trabalho para aprender a aceitar as verdades. Nem sempre elas são belas ao primeiro olhar e, às vezes podem ferir nossos sentimentos e nosso ego (que acho que é onde mais dói). Mas para aceitarmos as verdades, precisamos aprender a dizer verdades e lapidar nossa sinceridade.

Então, em suma, acho que a sinceridade - quando usada com o devido bom senso - é sempre mais positiva.

Mas é algo que depende também de nossa atitude sincera, de nossa disposição em falar e aceitar essas verdades que se apresentam.