domingo, 16 de fevereiro de 2014

Empatia por um dia

Empatia é a capacidade de compreender os sentimentos alheios, imaginando-se nas mesmas circunstâncias. É o popular "colocar-se no lugar do outro".
Acredito que entender o conceito seja algo muito simples. 

Encontrei essa imagem e instantaneamente selecionei-a, pensando ser importante o suficiente para as reflexões que venho fazendo nesses últimos meses.

Quantas vezes somos abordados durante a semana (ou até mesmo no dia) por outras pessoas? Quem nunca se viu numa sinaleira sendo invadido por panfletos de imóveis na planta, restaurantes, folhetos de supermercados e achou inconveniente ter que abrir a janela para receber um bolo de papéis, atire a primeira pedra. Ou mesmo na rua, nos deparamos com aqueles braços estendidos e muitas vezes nos desviamos, deixando aquela mão suspensa, portadora de inadequadas quantidades de "lixo" ali, na espera.

Às vezes nos sentimos tão interrompidos em nossos devaneios em situações semelhantes e tão incomodados que não percebemos que as pessoas que estão ali nos "atormentando" estão apenas desempenhando uma função, trabalhando. Como é difícil sairmos da nossa posição de "incomodados" para a posição de "incomodadores".

Vejo situações de pessoas que têm a maior dificuldade de colocar-se na pele do outro, chegando algumas vezes ao extremo da grosseria. 
Não estou dizendo que devemos deixar de achar que certas coisas são incovenientes. Não vou dizer que adoro lotar a lixeira do meu carro com panfletos que eu não vou usar para nada.
Estou convidando o leitor a pensar sobre isso, sobre como reagimos com as pessoas que estão ali, desempenhando um trabalho.
 Não é fácil ficar sob o sol, interpelando pessoas e oferecendo serviços que talvez não estejam nas necessidades delas.

O que estou sugerindo é, de vez em quando pelo menos, coloquemo-nos na pele do outro. Não nos esqueçamos que cada um é parte da engrenagem social, desempenhando seu papel e esperando não só por reconhecimento, mas por respeito.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Iniciando um ciclo

O primeiro dia do ano é simplesmente isso... o primeiro de 365 outros dias para reescrevermos nossa história. Mas acho importante e até mesmo imprecindível fazermos um balanço das nossas vidas em determinado momento.

Essa avaliação vai nos permitir pensar nas metas não concluídas, nos acertos, nos erros e nas decepções. Elementos esses que vão potencializar as oportunidades de acerto e construir as ferramentas para lidar com as dificuldades.

Meu 2013 foi emblemático. Daqueles anos difíceis de classificar em "bom" ou "ruim".
Tive momentos de imensa alegria. Pude viajar, conhecer lugares que eu só via nos filmes. Tive surpresas maravilhosas, sorri muito, fotografei muito.
Redescobri minha vocação profissional, fiz a diferença na vida das pessoas.

Mas também foi um ano em que conheci a trapaça, a puxada de tapete e a maldade gratuita. Me decepcionei com pessoas que eu gostava, me surpreendi com a frieza de quem um dia eu chamei de amigo.

Passei por momentos de perda, de impotência e de dor.
Aprendi que quem me ama vai dar um jeito de estar por perto apesar da correria, da falta de tempo.
Aprendi a valorizar quem se faz presente e a esquecer quem não faz diferença. Não procuro mais motivos nem justificativa para a indiferença alheia.

Comecei tirando da minha vida pessoas negativas, reclamonas e que não se movimentam para mudar sua própria realidade. Às vezes as pessoas não têm culpa, não o fazem por mal. Mas aprendi que eu também não tenho culpa e que cada um deve ser responsável por seus fracassos e suas vitórias. Tudo é uma questão de movimentar-se em busca do que se quer.

Não que eu tenha perdido minha vocação de me preocupar com as pessoas ou de querer ajudá-las. Mas passei a me preocupar mais comigo e com aqueles que estão a minha volta, se preocupando com a minha felicidade.

Que em 2014 a gente possa FAZER mais e planejar menos.
Que eu continue cercada de gente que FAZ, de gente de bem, de gente que ama e que sabe o que quer.

Adeus 2013... Bem-vindo 2014!

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

O dia em que a tristeza escreveu por mim

Certas coisas nos acontecem nessa vida pelo simples fato de que têm que acontecer. Algo me leva a crer que tudo tem um por quê, uma lição para nos ensinar, uma potência a nos fortalecer ou uma fraqueza que precisava ser superada.

Eis que chega um dia em que a vida da gente vira de cabeça para baixo, vira de ponta cabeça e a gente chega a perder o rumo. Ai a gente absorve os acontecimentos, tira proveito do que é positivo e passa a achar que essa era a reviravolta que a nossa vida estava precisando.

Mas algumas coisas são passageiras e vão embora sem maiores explicações.
O que antes eram planos, agora são lembranças.
Os sorrisos diante do incerto agora viram dúvidas sobre o futuro que há de vir.
E se instala um vazio estranho, desconhecido.

E a gente chega a se perguntar se vai conseguir passar por isso de novo de cabeça erguida, sem medo, sem exitações.
A gente é forte, eu sei.
Mas às vezes, só às vezes, bate aquela coisinha triste, aquela pontinha de medo, de impotência.

Tentamos ver as coisas pelo lado bom, mas acredito que frente aos tombos nos resta o direito de lamentar pelo que foi perdido, idealizado. Acho que aquilo que idealizamos e projetamos no futuro é o que mais dói perder.
O que não podemos é perder o desejo de seguir em movimento, de traçar novos caminhos.

Caminhar acompanhado aumenta o prazer da caminhada. Ter com quem dividir alegrias e tristezas é o diferencial na superação dos momentos difíceis.
O tempo é essencial para resignificar as vivências. É ele que vai mostrar os "por quês".

Nos resta ter paciência e aceitar aquilo que não podemos mudar e ir em busca daquilo que nos faz feliz.


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Pelo bem coletivo

Trabalhar em equipe é uma exigência desse nova configuração do mercado de trabalho atual. As empresas solicitam cada vez mais flexibilidade, liderança e senso de coletivo de seus funcionários.

Hoje percebe-se que os empresários reconhecem os benefícios de uma equipe coesa e que sabe "pegar junto", unindo-se pelo resultado.

Mas por que ainda é tão difícil aos profissionais se adequarem a essas exigências? Já escrevi por aqui que trabalho em equipe não é colocar todo mundo numa sala em prol de uma tarefa comum. Isso por si só não garante a essência do trabalho em equipe verdadeiramente.

Para trabalharmos em equipe, mais importante do que flexibilidade é a habilidade em abrir mão do "eu" em favor do "nós". Nem sempre as pessoas pensam da mesma forma ou seguem os mesmos caminhos para chegar a um final.
Mesmo que o "líder" aponte o caminho a ser seguido, é preciso que ele tenha postura para ouvir os demais membros e repensar suas práticas o tempo todo.

Quando pensamos somente no nosso mérito e prestígio profissional, dificilmente os resultados serão tão satisfatórios quanto se dividíssemos as tarefas, os olhares. Sem contar que quando uma equipe não tem o apoio e respaudo adequado, a insatisfação se instaura, gerando outros problemas.
E ainda, quando um projeto fracassa, o peso é muito maior.

O importante é pensar no quanto estamos dispostos a colaborar.
Qual a nossa visão do trabalho que executamos?
Estamos em sintonia pelo bem coletivo?

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Em busca da sintonia


Há dias em que as palavras faltam. Um turbilhão de emoções se passam dentro de nós. Coisas que eram certas acabam se desestabilizando e se esvaindo como fumaça entre os dedos.


Quando o caos se instaura, fica difícil encontrar a saída, visualizar possibilidades onde tudo se encontrava tão certo, tão calculado.

Como superar situações onde a gente se encontra sem opções? Como traçar novos caminhos quando trilhamos por uma estrada onde aparentemente todas as variáveis foram devidamente exploradas?

Em alguns momentos, a gente faz escolhas sem perceber que nossas decisões não são unânimes e que algumas delas não dependem apenas da nossa vontade.
Vibramos em uma sintonia e acreditamos que aqueles que nos cercam dividem as mesmas vontades e programações que traçamos.

Buscar o equilíbrio não é fácil. Esse processo faz com que saíamos de uma posição confortável e nos coloquemos em cheque, repensando nossas escolhas e pesando novos caminhos.
Nem sempre há novos caminhos. Às vezes para seguirmos é preciso deixar algumas coisas para trás.

Nos resta é pesar o que é realmente importante e possível de abandonar.
Ninguém nos disse que crescer seria fácil.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Tomando rumo de nossa vida


Mesmo as pessoas que vivem o momento, sem muita preocupação com planejamento, acabam se preocupando com o futuro.

O fato de planejarmos os detalhes, não nos garante que chegaremos ao caminho que trilhamos. É preciso ter flexibilidade para repensar as rotas.

Às vezes não estamos contentes com o momento que vivemos. Alguma coisinha fica ali, alimentando a insatisfação. Até que chega um ponto em que nada parece estar certo.

Mudamos de carro, de casa, de relação, de emprego. Mas lá no fundo, alguma coisa fica presa, tentando gritar de inquietação. De vez em quando não basta só mudar de atitude, é preciso mudar a forma de pensar.

Hoje li uma frase muito interessante para refletirmos a respeito da ideia, que diz que não adianta fazer dieta, é preciso mudar de hábito. Faz sentido. Afinal, a dieta é a solução momentânea. Se os hábitos (pensamentos) não mudarem, logo os quilos a mais encontram uma forma de voltar.

Para tomar outros rumos (ou encontrá-los) na nossa vida é preciso repensar os caminhos que já tomamos e lidar com as consequências de nossas escolhas. Para alguns esse processo é mais tranquilo e conseguirão fazê-lo sozinhos. Outros precisarão de ajuda profissional.

Buscar auxílio psicológico não é sinal de fraqueza. Ao contrário, é sinal de cuidado.
Quando conhecemos nossas limitações e nossas potencialidades, conseguimos mudar nossa perspectiva sobre as situações e pensar de forma diferenciada.
Tomar o rumo das coisas exige segurança para conhecer não só o caminho, mas o navegador que direciona nossas escolhas.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

O adeus que não pudemos dar

Das certezas que a gente traz na vida, a mais inquestionável é a morte. Todos vamos morrer. Todas as coisas vivas possuem um ciclo que um dia termina. 
Mesmo com essa afirmação que nos é pregada desde o nascimento, acredito que seja a fonte das maiores dúvidas humanas. Incrível ambiguidade, não?

Nunca estamos preparados para a perda. Perder alguém querido nos traz um vazio e uma dor que beira ao sofrimento físico em alguns casos. 

E que dizer de alguém que tira sua vida? Como absorver a dor dessa perda? Como lidar com a frustração que fica a quem continua?
Já trabalhei com pessoas com sofrimento emocional intenso, desesperançadas e que veem a morte como única saída para sua dor. Já presenciei vivências familiares de quem perde alguém desse jeito abrupto. Nas duas situações, a dor presente é indescritível.

O que resta é não culpar-se pela ajuda que poderia ter dado, não culpar-se por - muitas vezes - não ter percebido a gravidade da situação no dia a dia de quem partiu. Cada ser humano é responsável por suas escolhas: boas ou ruins.
Cabe a cada um de nós o destino de nossas vidas e às vezes, nada poderia ter sido feito para evitar.

E dar tempo ao tempo, pois é só ele que coloca cada coisa em seu lugar.