quarta-feira, 24 de abril de 2013

A vida é um eco

Nessa vida, depois da morte, poucas coisas são tão certas quanto a lei do retorno.
Tudo o que fazemos para os outros, o universo conspira para devolver-nos em pequenas doses. Às vezes nem tão pequenas assim.

E não adianta achar que é conversa de espiritualista ou do povo que trabalha com energias. Basta observarmos pequenos detalhes da nossa vida e daqueles que nos cercam.

Quantas vezes desacreditamos das coisas e entramos numa maré de má sorte? As coisas parecem não dar certo e o mundo vira de cabeça pra baixo... O que estamos sinalizando para o mundo através de nossa postura e intenções?

E não adianta fazer "por baixo dos panos". Nossas atitudes deixam marcas. Nos outros e em nós mesmos. E vai ser preciso parar e refletir, hora ou outra.
Quando, de alguma forma, prejudicamos alguém em benefício próprio, a cobrança vem a galope!

Ecoamos a todo momento nossas intensões. Boas ou más, teremos que dar conta delas, mais cedo ou mais tarde.

domingo, 7 de abril de 2013

Às vezes é fácil perder a fé na humanidade

Essa é uma daquelas postagens que somente com o o título, em poucos caracteres, eu já teria terminado o texto e me faria entender de forma plena.

Mas acredito que valha a pena desenvolver um pouco mais a reflexão, porque sei que muitos já passaram por momentos de descrença nas pessoas. Humano é isso ai. Não?!

Ai a gente faz planos, se organiza e faz o plantio. E ai a colheita não é exatamente aquilo que a gente esperava. Plano "b", não é verdade?
Mas o plano "b" se transforma em "c" e a gente segue errante.

É normal bater um momento de desespero (ou dois... ou vários). Lidar com a frustração não é tarefa fácil nem para os evoluídos.

Além de todo o turbilhão de emoções duvidosas, outros atravessamentos se apresentam e algumas pessoas que considerávamos confiáveis, nos desapontam.

Há quem venha com aquela história de que esperamos muito das pessoas. Sim. Às vezes é assim. Mas elegemos amigos para isso. Ou não?

Então a gente reflete e chega a conclusão que as relações se tornam cada vez mais superficiais exatamente por isso: a gente teme confiar, contar com as pessoas e enfrentar a decepção.

Não significa que de agora em diante não vamos mais ter amigos ou desconfiarmos de todos que nos cercam.

Às vezes é justamente aquele que a gente menos espera que nos acolhe, e conosco nossas angústias.

De vez em quando a gente perde a fé. Mas não pode deixar que isso se torne uma constante. Acreditando já está complicado... Imagina se abandonamos as esperanças neste ser que chamamos humano?

terça-feira, 23 de outubro de 2012

O poder das escolhas

A reflexão é sempre bem-vinda, em qualquer instante do dia. Ela nos permite significar e resignificar acontecimentos, repensar e (re)agir.

Nos momentos de dúvida ou tristeza, os caminhos que escolhemos nem sempre ficam claros e os acontecimentos cotidianos acabam por parecer aleatórios e sem sentido. Por que as coisas acontecem? Como chegamos onde estamos?

Cada caminho que escolhemos é uma consequência que assumimos.
Deixamos coisas de lado para nos focarmos em outras. Escolher a" implica em de repente não escolher "b".

Somos responsáveis por aquilo que escolhemos hoje. Prestaremos contas mais além.
Quando agimos de forma inconsequente, colheremos frutos disso posteriormente. 

Não é uma questão de destino. É mais do que isso.
É poder entender que se seguimos por esta estrada, foi porque embarcamos nesta rota.
Isso não quer dizer que estamos certos ou errados. Cada caminho nos leva para lugares distintos e cabe a nós mesmos avaliarmos o que é melhor ou não.

Sempre é tempo de repensar o caminho. Sempre há escolha a ser feita.
Plantar é opcional. Colher é obrigatório.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Momentos de transição

Há dias em que tudo parece dar errado. As coisas não se encaixam, as energias não batem e a gente não se entende.

A gente põe a culpa nas mais diversas situações, porque na verdade às vezes é difícil encontrar um único fator que desencadeia uma insatisfação.

Quando as coisas desandam, dificilmente se perde uma única esfera da nossa vida. O trabalho se complica, a vida social fica comprometida e até mesmo os relacionamentos são afetados por momentos de crise.

E a gente clama por mudanças, estipula prazos e espera que as coisas se resolvam e se transformem para que se recupere a tão sonhada paz.

A má notícia é que depois de momentos de caos, de perda de equilíbrio, de nada adianta esperar por um fator que mude as nossas vidas. A mudança tem que partir de nós.
Sabe aquela frase que circula por ai: "seja a mudança que você quer no mundo"? Pois é. É disso que estou falando.

Para que as coisas mudem, nós temos que mudar. Nem que seja de perspectiva.
Quando a gente muda, as coisas e a forma de ver as coisas mudam.

Vamos respirar e pensar nas possibilidades. 
O que eu posso fazer na minha vida HOJE para deixar o meu AMANHÃ mais próximo daquilo que eu desejo?

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O corpo fala

E chega o dia em que a gente cansa.
Cansa de esperar, cansa de se estressar, cansa de repetir as mesmas palavras furadas, cansa o corpo e a alma.

Às vezes o cansaço vem na hora. O fato acontece e pá! Bate a bobeira, a vontade de ficar na cama, de tomar um banho e não sair mais debaixo daquela água quente que cai sobre nossa cabeça.
Às vezes demora. Tem gente que é do tipo que guarda. Cada gotinha que cai fica ali, alterando o estado das coisas. Parece silenciosa... Só parece.

Chega o momento em que o copo transborda.
Escorre indiscriminadamente o líquido e molha toda a superfície. Uma vez molhada, não é mais possível nega o fato: o corpo fala! 
Enquanto a gente demora para escutar, ele sofre.

Ai vem a sessão interminável de sintomas físicos. 
A cabeça dói, o coração dispara. 
Ou a gente pára ou continua negando ao corpo (e a mente) o direito de se expressar apesar da boca dizer não.

O corpo pede: "descansa". A consciência diz: "não".
O corpo paga.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Vivemos esperando dias melhores

Deparar-se com a morte talvez seja uma das mais complexas dificuldades do ser humano.
Vivemos como se fossemos durar para sempre mas sabendo que nosso prazo de validade um dia se extinguirá.
A morte é a nossa única certeza entre tantas as nossas dúvidas.

Vivemos sem saber nosso dia de partida.
Às vezes ao acordarmos não imaginamos o que nos reserva o dia. Este pode ser nosso último dia, nossa última chance de viver.
Exatamente por não sabermos quando tudo termina que precisamos valorizar cada dia.
A gente passa uma vida em busca de algo que nos faça ser feliz, que nos faça sentir realizados.
Vivemos em função de objetivos e pode ser que, em meio a tantos planejamentos, não sobre tempo para colocar em prática.

Ou então, um belo dia a morte vem e carrega de nós alguém que nos é querido.
Nunca estaremos preparados. Por mais previsível que as situações sejam.

Valorizemos os instantes compartilhados. Não percamos tempo com mágoas e ressentimentos.
Porque no fim nada disso importa.

domingo, 19 de agosto de 2012

Da difícil arte de conviver

Viver é uma arte. Às vezes é uma arte que nos exige muita paciência. Relacionar-se com as pessoas não é uma coisa fácil.

Há momentos em que por motivos pessoais ou por qualquer outra questão envolvida, as pessoas vão nos magoar. 
Há pessoas que não calculam o quanto suas atitudes são capazes de acabar com o dia de alguém.
Vivem suas vidas baseadas no agora e pouco ligam para as consequências de suas palavras. Disparam-nas como flechas desgovernadas e venenosas.

Surpreendemo-nos todos os dias com as decepções que as pessoas nos causam.
Descobrimos que um belo sorriso pode esconder um coração perverso.
Descobrimos também que muitas delas têm memória curta e simplesmente vivem como se nada tivessem a nos dizer ou como se pedir desculpas apagasse alguns de seus atos.

Difícil não parar por um momento e levantar um escudo que nos proteja de todo e qualquer mal. A vontade é fechar-se para o mundo e não confiar em mais ninguém.

Não guardemos rancor. Cada um é responsável por tudo aquilo que faz e prestará contas de suas atitudes no momento certo.
A gente acaba descobrindo que confiar demais ou de menos é um equívoco.

Cedo ou tarde as pessoas nos mostram sua real intenção.
As máscaras sempre caem. Não porque a gravidade as obrigue, mas porque são pesadas demais para serem mantidas por muito tempo.

Não nos apeguemos com quem não tem a mesma sintonia.
Continuemos em frente apesar dos pesares. Sempre há motivos para acreditar.