quinta-feira, 8 de março de 2012

A hora da despedida

Essa semana queria não ter compromissos. Queria ter podido passar mais tempo recolhida no ninho. Queria ter ficado grudada a todo momento.

Essa semana é a semana de "cair a ficha", do dar-se conta, de perceber como o tempo passa rápido e como a gente tem que aproveitar as pequenas coisas do nosso cotidiano.

Nestes últimos dias percebi o quanto as pessoas são importantes e como elas podem fazer falta nos mínimos detalhes.

Hoje e amanhã são dias de despedida. Não uma despedida permanente, mas uma despedida longa.
E sabe, espero que seja longa, porque quanto mais longa ela for, mais certa vou estar que tudo deu certo como o planejado.

A gente fica. Com o coração na mão.
Mas fica bem, porque tem que ficar, porque precisa esperar e deixar tudo certo para o grande retorno.
Mas um pedaço da gente vai junto. Nem que seja para cuidar dos passos de quem parte.

Tem momentos na vida em que só o que nos resta é desejar "boa sorte e juízo". É, os conselhos se invertem. Os papéis se invertem.

Mas fica a reflexão: aproveitemos de fato os momentos que a gente passa com a família e amigos. Potencializemos cada instante que temos ao lado daqueles que amamos.
Saudade às vezes é inevitável. Mas ela existe para nos lembrar daquilo que foi bom e que, em breve, vai nos brindar mais uma vez.

Boa viagem!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Amor não precisa de explicações

Muitas vezes as pessoas questionam o porquê de amarmos tal pessoa e outra não.
Perguntam-se como a gente escolhe os pares e porque nos atraímos. Como passamos a gostar, em que momento que a atração se torna algo mais?

Sinceramente penso da seguinte maneira: para amar não precisamos de explicações. A gente ama e ponto. Por quê? Não sei. Acredito que é essa a nossa natureza: ser afetivo com outro ser humano que nos faça bem. Ou não.
As pessoas são estranhas mesmo. Amam aqueles que as maltratam. Desprezam aqueles que as querem bem. Vai saber.

O que a gente tem que saber é que não há motivos explicáveis para as loucuras que o coração faz. Até existem, mas não vai adiantar tentar explicar em termos concretos.
Quando estamos apaixonados nenhuma explicação cabe, nenhuma serve, nenhuma convence.

Ela é bonita e ele um ogro? E dai?
Ele é sarado e ela gordinha? E dai?
Eles não combinam em nenhuma constelação do sistema solar? E dai?

Precisa seguir um roteiro para uma pessoa querer ficar junto com outra?
"A coisa" é muito mais simples, amigos. Não precisa de nada pré-definido para gostar. As pessoas se conhecem, se gostam e querem passar mais tempo juntas. Simples assim. Sem maiores definições. Sem precisar que ninguém goste ou aprove aquilo que esteticamente combina ou não.

Resta aos que escolheram caminhar juntos, "peitar" essa decisão e seguir em busca de "sei lá o quê" os faça feliz.
E para quem fica buscando explicações, há tantas coisas nesse mundo que ainda não explicamos. Esquentem suas cabeças com questões mais importantes, como a própria felicidade.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Falta, que falta?!


Como são ricas as trocas que hoje em dia a internet e as redes sociais nos permitem! É muito interessante observar a repercussão que um comentário toma quando postado num simples clique. Uma reflexão nossa que passa a ser compartilhada por outros tantos que se identificam com aqueles 140 caracteres.

Estava refletindo a respeito da falta. Aquela sensação que temos quando tudo parece certo, quando apesar dos pesares sorrimos, seguimos, vivemos, mas quando algo lá dentro ainda nos aponta um vaziozinho incomodativo.

Parece ruim, mas na verdade é coisa boa.
A incompletude nossa de cada dia é o que nos movimenta, nos motiva, nos faz correr atrás dos objetivos.
É por essa "falta" que a gente continua investindo, fazendo projetos, mudando planos.

Bom seria se a gente tivesse tudo aquilo que deseja. Bom? Duvido muito! Que infelicidade não precisar se mover para nada! Que marasmo simplesmente acordar sem se preocupar com aquilo que deixamos de ter.

A falta nos movimenta em busca de algo. Deve ser vista como algo positivo em essência. Mas não significa que a gente não possa ou não deva sentir essa falta. Afinal ela nos mostra que mesmo desejando, ainda somos (e seremos sempre) incompletos.

E ai, o que/quem te faz falta hoje?

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Ano novo, solução nova


Pois é. 2012 chegou e foi logo dizendo a que veio.

Início de ano é sempre motivador. É um estopim para novos projetos, novas metas, novos propósitos.
Esse momento pode ser imensamente positivo. Mas há momentos em que os problemas se apresentam logo de cara, assim de supetão, sem prévio aviso e sem preparação emocional.

Quando coisas ruins nos acontecem, procuramos evitar o problema, tentando assim (eu diria que em vão) evitar maiores sofrimentos.
Ficamos divididos entre seguir em frente e deixar o que ficou de ruim para trás ou resolver de vez aquilo que está pendente.

Parece simples (e lógica) a escolha: resolver de uma vez aquilo que nos aflige. Mas nem sempre é assim. Nem sempre esse caminho é o mais fácil. Ele requer que estejamos dispostos a enfrentar todas as facetas do problema, nossas responsabilidades e que estejamos dispostos a assumir riscos. Risco até de ser julgado pelos outros.

Quando é o momento de passar por cima das coisas e assumir os riscos?
Quando vale a pena?

Quem dera as respostas estivessem prontas. Não estão. É nossa construção, nossa reflexão que vai nos auxiliar na tomada de decisões.
Importante é fazer aquilo que a gente acredita estar certo, seguir aquilo que nos dará satisfação e buscar ser feliz em cada escolha.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Cada um dá o que tem de melhor

Li uma história há algum tempo e resolvi compartilhar aqui. Acredito que aquilo que nos faz refletir é válido ser lido e dividido.

"Um rico resolve presentear um pobre por seu aniversário... Ironicamente manda preparar uma bandeja cheia de lixo e sujeiras.
Na presença de todos, manda entregar o presente, que é recebido com alegria pelo aniversariante, que gentilmente agradece e pede que aguarde um instante, pois gostaria de poder retribuir a gentileza. Joga fora o lixo, lava e desinfeta a bandeja, enche-a de flores, e devolve com um cartão, onde está a frase: "A gente dá o que tem de melhor...”

A história tem moral e tudo mais. Está na rede para quem quiser pesquisar.

O importante a se pensar é simples: cada um dá o que tem de melhor. E acho que a gente deve pensar isso não só na hora em que as pessoas nos magoam ou são ingratas conosco por algum motivo. Mas também quando a gente vai agir com os outros.

Temos o costume de tratar bem as pessoas quando precisamos delas de alguma forma. A gente esquece que devemos tratar as pessoas como gostaríamos de ser tratados.
Clichê, mas é bem por ai.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Desacelere-se

Passando por uma rua da minha cidade hoje pela manhã, senti um gostoso perfume de lírios trazido pelo vento.

Como estava com tempo, parei em frente a casa de onde o perfume exalava e gastei poucos minutos para apreciar aquelas belas flores e sentir o aroma doce delas.

Já havia passado outras vezes por aquela rua e sentido o cheiro inúmeras primaveras. Jamais parei para pensar de onde vinha e que flores eram aquelas que nos presenteavam com tão belo agrado.

Dei-me conta mais uma vez: a correria cotidiana nos priva de tantos pequenos prazeres! A gente corre o tempo todo, sempre tão atarefados e com o relógio nos denunciando o quão poucas são as 24 horas do dia.
E nessa caminhada apressada a gente deixa passar tantas coisas.

E por que corremos tanto se não para termos tempo para as coisas que nos trazem prazer? Irônico, não? Corremos para otimizar o tempo e para GANHAR tempo.

E o que ganhamos na verdade? Sobra tempo para o que realmente importa?

É claro que o ritmo das coisas é acelerado e as tarefas diárias nos exigem maior agilidade. Mas será que é preciso correr tanto?
Como podemos fazer aquilo que nos propomos e ainda aproveitar os pequenos espaços de tempo entre as atividades?

A gente precisa aprender a desacelerar. Somos treinamos desde sempre a correr, agilizar, movimentar. E quem nos ensina a ir mais devagar? Quem nos ensina que há momentos em que não precisamos tanta pressa?

Estou escrevendo aqui sabendo que tenho tantas outras coisas ainda no dia a realizar. Mas me permito parar por um momento. Me permito refletir e voltar a pensar no perfume doce daqueles lírios de hoje de manhã.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Apaixonar-se

Apaixonar-se é inevitável. Eu diria que é até recomendável de vez em quando.
Em "estado de apaixonamento", é possível dar sentido a muitas das coisas que a gente às vezes não consegue definir.

Há aqueles que vivem apaixonados. Se apaixonam toda semana! E a cada nova decepção, trocam de paixão. E seguem sempre se apaixonando, porque acreditam que vale tudo pelo fervilhar que uma paixão nos traz.

E há aqueles que não gostam de se apaixonar ou que ainda evitam envolver-se com as pessoas por medo de cair em contradição.
Triste destino!
A gente evita o "sofrimento" e se priva de coisas gostosas como as borboletas no estômago.

Nem se apaixonar demais e nem se privar disso. É possível?
Sigamos nos apaixonando sempre... Pela mesma pessoa, por pessoas diferentes, pelas coisas simples da vida. O importante é não perder o brilho nos olhos.