quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O que é demais nunca é o bastante

Já repararam o quanto somos exigentes com os outros?
Quantas vezes nos relacionamentos esperamos que as pessoas se comportem de determinada forma, falem e ajam de acordo com padrões que a gente estabelece como ideais?

É do ser humano projetar suas expectativas nas pessoas. Quanta responsabilidade!
Para quem projeta e para aquele que é depositário das viabilidades dos outros.

Agir com naturalidade, ser autêntico. É bom e em teoria todo mundo aprova. Mas não é bem assim na prática.
Se apaixonar é fácil. Difícil é se dar conta de que a gente se apaixonou pelas qualidades e pelos defeitos.
Quando a gente exige demais, a gente prende.

É bom agradar e ser agradado. Mas também é importante respeitar o ritmo das pessoas. Cada um tem seu tempo de vivenciar os processos.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Não há tempo que volte


Tem gente que tem preguiça de viver. Passa uma vida esperando por algo que não sabe bem o que é e que também não sabe como fazer para alcançar o que deseja. Ou não deseja? Às vezes é o que parece. Que algumas pessoas deixaram de desejar.

A vida passa e estamos fartos de exemplos de pessoas que em algum momento percebem que não deu tempo de fazer tudo aquilo que queriam.
Às vezes uma "sacolejada" da vida é suficiente para acordar. Dar-se conta que o tempo passa e não espera que enfim se tome a decisão mais adequada para cada momento.
Às vezes dá tempo de corrigir algumas posturas e continuar do ponto onde se estacionou.

Mas e quando não dá? E quando é tarde?
Nos deparamos com pessoas que se frustraram e nem se deram conta que as únicas responsáveis foram elas mesmas!!!
O tempo não pára e não espera por ninguém.
Não há tempo que volte para a gente refazer, planejar e realizar.

Não dá para esperar o momento de viver.
Não dá para sentar e deixar para tomar as rédeas mais tarde.

E ai, já sacudiu a poeira e voltou para o teu caminho?


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Liberdade ou libertinagem nos relacionamentos

Palavrinhas de grafia parecida essas, não? Pois é, mas é só nisso que se parecem.

Acredito que a liberdade é uma busca constante e diária. Buscamos por liberdade de nos expressarmos, liberdade de horários, de tarefas, de gostos.

E todo relacionamento que se preza anseia por essa liberdade que muitas vezes não sabemos definir, não sabemos interpretar.

Até ai tudo bem. Se vivemos em busca dessa tão sonhada liberdade, nada mais justo do que procurar por relações que nos permitam o exercício pleno de nossos desejos e vontades. É possível?

Primeiro vamos definir o que seria um relacionamento livre. (Pensando, pensando, pensando...) Difícil? Claro! As pessoas quando falam em relacionamento livre (a maioria delas, pelo menos) confunde um pouco a liberdade com a libertinagem.

Alguns vão pensar num relacionamento onde se pode tudo. E aqui incluímos relacionar-se com outras pessoas. Ok. É livre? Quem sabe.
Há aqueles que vão pensar num parceiro que "não cobre", "não pressione", "não encha o saco". É livre? Pode ser.

Um relacionamento livre de verdade é aquele onde as individualidades são respeitadas. É, aquela parte que não é o "nós". Aquilo que cada um traz de si para o relacionamento.
Respeito é uma ferramenta básica quando falamos em liberdade, seja ela em qual âmbito da vida. Onde existe o respeito e o bom senso, há liberdade verdadeira.

O que estamos buscando nos nossos relacionamentos? Que liberdade é essa que insiste em martelar os pensamentos e se manifestar de formas tão diversas? Cada um tem que buscar a sua. Simples (ou não) assim.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Dia do amigo

Dia do amigo. Dia de celebrar a amizade, de encontros, demonstrações de afeto, carinho, cumplicidade. Dia do amigo é todo dia! Todos os dias estamos conectados de alguma forma àquelas pessoas que nos fazem bem e que deixam nossos dias mais coloridos.

A amizade em tempos de internet gera controvérsias. Já conheci grandes amigos nas redes sociais. Amigos que trouxe para a vida real e que acrescentam momentos alegres aos meus dias.
A internet facilita o contato, aproxima quem está longe, mas também distancia quem poderia estar perto.

Cultivar e manter amizades anda tão difícil hoje em dia. Estamos sempre correndo, sempre com prioridades malucas e às vezes tão secundárias!
Apesar de todos os contratempos, acredito que o contato ainda deve ser valorizado, que os laços devem ser mantidos e cuidados como quem cuida de uma frágil flor.

Aos meus amigos, todo o meu carinho. Não só hoje, mas sempre.
Para aqueles que estão perto, meu abraço. Para os que estão longe, minha saudade. A todos eles, meu carinho e cumplicidade sempre!
A todos os amigos "virtuais" e que de alguma forma me guardam carinho e preocupação, o meu muito obrigada e saibam que é recíproco.
Carinho é algo que a gente pode oferecer sempre porque nunca nos falta.

Feliz "DIAS" do amigo!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

A Branca de Neve e os sete Zangados

Não é tarefa muito difícil encontrar pelos caminhos da vida aquelas pessoas que amargam de um humor azedo, que vivem de cara amarrada e para quem a vida parece não sorrir com frequência.

Mas o que acontece na vida das pessoas para que elas se apresentem com um humor assim tão duvidoso?

Pequenos gestos e atitudes influenciam a forma como absorvemos os contratempos e os desgostos cotidianos. A forma como nos portamos frente a estas adversidades de menor intensidade dão uma mostra da nossa capacidade de enfrentar problemas maiores.

Como se forma um mal-humorado?
Certamente muitos de nós já perceberam (principalmente nas redes sociais) aquelas pessoas que reclamam de tudo. É a segunda-feira enfadonha (ok, ela é), a quarta-feira que é metade da semana, o final de domingo que é entediante e por ai vai.

Parece pouco, não?
Mas as palavras têm um poder muito grande nas nossas vidas. Reclamar das coisas acaba por se tornar um hábito, coisa corriqueira. E o mau humor vai se instalando, arraigando-se em nossa essência. E eis que um dia acordamos e nos deparamos com um "Zangado" que reclama de tudo e acha cada pequeno contratempo uma desgraça!

Pequenas atitudes nos livram do mau humor: sorrir mais, procurar a perspectiva mais positiva nos problemas, achar mais graça das coisas, divertir-se com os pequenos tropeços.
Se exercitarmos os pequenos prazeres na vida, certamente o imprevisto ficará em segundo plano.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

O que eu faria sem o "se"

O que seria da nossa vida sem o "se"? Quantas coisas seriam possíveis e sairiam do papel se não nos colocássemos condições, variações e imposições?

Muitos são os nossos "se". E às vezes este "se" nos bloqueia, nos impede, nos paralisa.

O "se" da dúvida, o "se" da insegurança, o "se" da falta de coragem para assumir uma posição e ir ao encontro da mudança que queremos nas nossas vidas.

O "se" só é bom quando nos faz questionar, quando nos dá outras opções. "Se eu fizesse deste jeito, quais resultados alcançaria?" Caso contrário nos prende, nos enraiza. Não fazemos nem de um jeito, nem de outro.

E ali vai uma parte da vida imaginando como as coisas seriam "se".

Então ao invés do "se" coloquemos um "o que eu preciso para". Às vezes é tudo uma questão de arriscar, de dar o primeiro passo e esperar para ver os resultados. É devagar, é processo. Mas precisa de um começo. Nada começa sem um movimento nosso.

Não podemos esperar pelos outros para começar a mudar aquilo que em nossas vidas já não nos traz mais satisfação.

Mudar faz parte. "Peitar" uma mudança é difícil, mas não impossível. Então vivamos em função de nós mesmos! Esperar pela aprovação do outro é restringir as próprias escolhas. Mudar é movimento!

E “se” não der certo, vamos partir para novos caminhos, novos recomeços.

domingo, 3 de julho de 2011

Janelas da alma

Me encontro em um campo verde
mirando o infinito
Ouvindo o som e
o eco
das minhas palavras proferidas ao interminável horizonte
Cabelos soltos enroscando-se com a brisa
que aumenta de intensidade
Sinto este vento soprando palavras
que eu já não quero ouvir
Quanto tempo se deve esperar
para começar a viver enfim?

O céu está num azul
tão límpido
Mas enxergo apenas tons gris
O frescor no ar anuncia
um dia de verão
Mas sinto um frio que gela
até a alma mais cálida
Quando foi que deixei levar-me
para o lado obscuro do mundo?

Ouvi o sussurrar de tuas angústias
Ouvi o murmúrio dos teus sorrisos
fingidos, perdidos, obscuros, doídos
De onde vem tanto pesar?
Que dor carregas no teu peito?
Uma dor sofrida, solitária, abandonada
Coração carregado, pesado
Arrisco-me a dizer
que é mais pesado que o céu
Suspenso, sem lugar onde ocupar

Vai, te entrega à escrita
Sofre, mói e remói toda essa consternação
Analisa em poesia essa expiação,
este penar
Troca, compartilha, divide
Me acompanha nessa contemplação do infinito
Nessa prostação
olhando a janela da alma