segunda-feira, 11 de julho de 2011

O que eu faria sem o "se"

O que seria da nossa vida sem o "se"? Quantas coisas seriam possíveis e sairiam do papel se não nos colocássemos condições, variações e imposições?

Muitos são os nossos "se". E às vezes este "se" nos bloqueia, nos impede, nos paralisa.

O "se" da dúvida, o "se" da insegurança, o "se" da falta de coragem para assumir uma posição e ir ao encontro da mudança que queremos nas nossas vidas.

O "se" só é bom quando nos faz questionar, quando nos dá outras opções. "Se eu fizesse deste jeito, quais resultados alcançaria?" Caso contrário nos prende, nos enraiza. Não fazemos nem de um jeito, nem de outro.

E ali vai uma parte da vida imaginando como as coisas seriam "se".

Então ao invés do "se" coloquemos um "o que eu preciso para". Às vezes é tudo uma questão de arriscar, de dar o primeiro passo e esperar para ver os resultados. É devagar, é processo. Mas precisa de um começo. Nada começa sem um movimento nosso.

Não podemos esperar pelos outros para começar a mudar aquilo que em nossas vidas já não nos traz mais satisfação.

Mudar faz parte. "Peitar" uma mudança é difícil, mas não impossível. Então vivamos em função de nós mesmos! Esperar pela aprovação do outro é restringir as próprias escolhas. Mudar é movimento!

E “se” não der certo, vamos partir para novos caminhos, novos recomeços.

domingo, 3 de julho de 2011

Janelas da alma

Me encontro em um campo verde
mirando o infinito
Ouvindo o som e
o eco
das minhas palavras proferidas ao interminável horizonte
Cabelos soltos enroscando-se com a brisa
que aumenta de intensidade
Sinto este vento soprando palavras
que eu já não quero ouvir
Quanto tempo se deve esperar
para começar a viver enfim?

O céu está num azul
tão límpido
Mas enxergo apenas tons gris
O frescor no ar anuncia
um dia de verão
Mas sinto um frio que gela
até a alma mais cálida
Quando foi que deixei levar-me
para o lado obscuro do mundo?

Ouvi o sussurrar de tuas angústias
Ouvi o murmúrio dos teus sorrisos
fingidos, perdidos, obscuros, doídos
De onde vem tanto pesar?
Que dor carregas no teu peito?
Uma dor sofrida, solitária, abandonada
Coração carregado, pesado
Arrisco-me a dizer
que é mais pesado que o céu
Suspenso, sem lugar onde ocupar

Vai, te entrega à escrita
Sofre, mói e remói toda essa consternação
Analisa em poesia essa expiação,
este penar
Troca, compartilha, divide
Me acompanha nessa contemplação do infinito
Nessa prostação
olhando a janela da alma

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Para descontrair - Oração das Mulheres


ORAÇÃO DAS MULHERES

'Querido Deus,

Até agora o meu dia foi bom:
- Não fiz fofoca,
- Não perdi a paciência,
- Não fui gananciosa, sarcástica, rabugenta, chata e nem irônica.
- Controlei minha TPM,
- Não reclamei, não praguejei, não gritei, nem tive ataques de ciúmes.
- Não comi chocolate.
- Também não fiz débitos em meu cartão de crédito (nem do meu marido) e nem dei cheques pré-datados.

Mas peço a sua proteção, Senhor, pois estou para levantar da cama a qualquer momento...

Amém!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Arte e Cultura: Concerto de Ispinho e Fulô

O projeto "Palco Giratório" do Sesc-Rs trouxe ao Teatro Municipal de São Leopoldo na noite de ontem o espetáculo "Concerto de Ispinho e Fulô", da Cia do Tijolo, de São Paulo.

A peça é simplesmente encantadora! Uma experiência de vivência de todos os sentidos! Os atores exploram todas as nossas percepções durante a apresentação que tem como inspiração a vida e obra de Patativa do Assaré, poeta cearense.

Música, instrumentação, poesia, humor, cultura, história, beleza. O espetáculo é todo sensorial: além dos olhos, somos chamados a escutar, perceber, sentir, aspirar, tocar, provar. Somos convocados a brincar com os elementos presentes na confecção do cenário.

Uma peça onde a simplicidade está aliada a muita criatividade e lirismo. Elementos simples, de fácil manipulação, atores entrosados e muitas elementos surpresa durante todo o tempo. Humor, reflexão e drama contados em duas horas de muito encanto.

Essa peça já foi apresentada em outros estados do país. Então, fiquem atentos às programações do Sesc de todas as regiões. Sem dúvidas é uma experiência inusitada que vale a pena ser vivida.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Quando tudo parece certo...

Há momentos na vida em que não sabemos bem para onde estamos caminhando, não sabemos onde estamos e se estamos no caminho certo.

Como diria o querido Herbert Vianna: "um recomeço é uma forma de se encontrar". Mas e como saber que está na hora de recomeçar? Como saber pelo quê estamos procurando?

Estamos em constante desenvolvimento, em constante evolução. Cada vez que algumas perguntas são respondidas, novas questões se apresentam e alimentam sempre nossa sede de satisfação.

Inevitável questionar-se. Acredito ser até muito saudável. Parar, olhar para trás. Olhar em volta e perceber as conquistas, o que alcançamos e o que ainda não tivemos oportunidade ou forças para alcançar.

Este caminho pode ser pessimista. Alguns caminhos não são doces. São tortuosos. E nos fecham as possibilidades de crescimento. Fechamo-nos num casulo de "não posso, não consigo" e assim plantamos uma pedra no meio do nosso caminho. Carlos Drummond de Andrade que o diga sobre pedras no caminho.

Mas às vezes é difícil remover a pedra. Às vezes a gente vai pelo caminho mais difícil, na teimosia.

Mas chega uma hora (para alguns antes, para outros depois) em que aquele caminho não traz mais satisfação. Tudo que parecia tão certo desmorona. E temos que refazer o caminho, reencontrar aquilo que nos traz motivação, que nos impulsiona. E tomar dessa vez um caminho mais positivo, mais otimista.

Tracemos as metas. Já foram traçadas? Re-escrevamos, reconectemos, reinventemos. Às vezes é disso que precisamos: nova perspectiva. Um novo olhar. Um olhar novo sobre o já conhecido, o já conquistado.

E a busca é constante. Não acaba nunca.
Ser humano é incrível, né?

quinta-feira, 16 de junho de 2011

A onda do politicamente correto

Que infrutífera essa denominação "politicamente correto", não?
Não se pode mais usar certas expressões, deve-se abrir cotas para isso, cotas para aquilo. É preciso cuidado com as piadas, as chacotas.

Gente, não estou desmerecendo a luta das pessoas por reconhecimento e respeito. Estou falando que, de nada adianta mudar no nome das coisas se o sentimento e conceito não mudarem.

De nada adianta não chamar homossexual de "viado" se as pessoas continuam pensando da forma mais pejorativa possível sobre eles.
E "negão"?! Não pode mais. Mas achar que o "afrodescendente" vale menos que o "caucasiano" pode?

O que eu penso bem na verdade?

Respeito as pessoas pela condição básica e essencial de ser humano dela. Respeito cada ser que divide este mundo comigo porque acredito que respeito é uma questão básica.
Olho para as pessoas. Não para a cor de sua pele, seu gênero, sua orientação sexual.

E enquanto as pessoas quiserem fazer parte destes tipos de movimento, vão continuar a reforçar a questão das minorias sociais. É, infelizmente é assim. E o que acontece com as minorias sociais? São excluídas, desrespeitadas, descartadas da classe de sujeito humano.

Repito: não adianta mudar a palavra se não mudar o conceito. O que tem que mudar é a noção de respeito a todo e qualquer ser humano.

Respeito é básico e todo mundo merece. Merece por ser o respeito um direito básico. Não por ser homossexual, judeu, negro, mulher.

sábado, 11 de junho de 2011

Forever Alone?!

Dia das crianças, dia dos pais, dia da sogra, dia dos namorados. Datas comemorativas puramente comerciais na minha opinião. Explico.
Próximo ao dia das mães, qual o bombardeio apelativo midiático, comercial e repetitivo que ecoa na televisão, rádio, sites de compras, lojas, shoppings?! O "presente para sua mãe", a "promoção de dia das mães", o "almoço do dia das mães".
E assim acontece com tantas outras datas. Há uma exploração enorme da questão econômica e pouca valorização do evento em si que, para começo de conversa originou tanta "gastança".
O mesmo acontece quando se trata de dia dos namorados. É uma ocasião meio contraditória. Quem está namorando (relacionamentos "felizes e satisfatórios" ou não) move mundos e fundos para encontrar um presente, preparar jantares, passeios românticos e toda a baboseira que faz parte da comemoração. Bonito, legal, faz parte.
Os solteiros de plantão ou se divertem com toda essa correria ou se limitam a acreditar na nova máxima propagada na internet: a onda do #foreveralone.
Olha, quem tem seu namorado/namorada que aproveite seu dia, faça todas as coisas românticas que tiver vontade de fazer e pronto. Cada um sabe o que traz prazer e satisfação, independente da minha opinião a respeito disso. Simples assim.
Mas quem está solteiro tenha certeza de uma coisa: antes só do que mal acompanhado. Clichê... Pode até ser, mas está valendo.
Vejo casais comemorando o dia dos namorados no dia 12, mas "se pegando" no dia 11.
E outra, os #foreveralone de plantão estarão economizando uma graninha considerável. Veja bem: namorado que vai ganhar roupa, certamente vai ganhar uma peça de vestuário inverno (que este ano está custando 20% a mais que anos anteriores), o companheiro(a) vai desembolsar uma quantia considerável para agradar o amado(a).
Quem ganha flores, paga um preço extra pela "decoração" temática dos buquês e cestas especiais.
Trocando o foco do presente para a noite dos namorados - geralmente comemorada em um restaurante especial, com direito a música romântica, luz de velas e toda a pompa - certamente os apaixonados vão pagar o dobro do que em qualquer outra noite da semana e, se forem desprevenidos e não fizerem reservas, correm o risco de não encontrar mesas disponíveis e amargar o frio da rua na espera de um lugar para celebrar o amor.
Não vou nem comentar a fila de espera dos motéis, né? Alguém aqui já tentou apimentar a noite dos namorados num motel? Pois é, não recomendo.
Além de esperar amargamente no carro enquanto outros casais "celebram", o ritmo frenético de limpeza e atendimento desses estabelecimentos fica comprometido e digamos, para bom entendedor, no mínimo duvidoso.
Resumindo: felizes namorados, comemorem do jeito que acharem mais prazeroso. Saiam para jantar e tudo o mais que manda o figurino.
Solteiros: não é o fim do mundo passar o dia dos namorados sozinho. Ouvi uma reflexão deveras interessante e que talvez ajude a descontrair este dia.
"No dia da árvore, não passei com uma árvore, no dia do índio, não passei com um índio e nem no dia de finados passei a noite com um defunto. Por que no dia dos namorados é que eu vou me desesperar?!"

Sem mais.