segunda-feira, 6 de junho de 2011

Meio ambiente?! Que meio é este?

Nessa última semana, aqui no Vale dos Sinos, celebramos a "Semana do Meio Ambiente", com direito a patrocínio, eventos nas cidades e show de encerramento.

Estive a semana toda com um projeto, patrocinado pela Petrobras e que levou às escolas da região diversas atividades vinculadas ao tema (contação de histórias, teatro e oficinas de reciclagem e reaproveitamento de resíduos).

Eu particularmente trabalhei com contação de histórias para as séries iniciais. A história intitulada "Peixadinho e o Rio dos Sinos", traz às crianças a realidade dos nossos rios nos dias de hoje: lixo, sujeira e poluição destruindo a vida marinha e afetando a saúde das pessoas que vivem das águas destes rios.

A história encanta com seus personagens divertidos e passa a mensagem de forma lúdica, incentivando as crianças a transmitir a mensagem aos pais, amigos e vizinhos, na esperança de que as boas práticas se multipliquem e virem mais que informações... que se tornem formações.

Enfim, acredito que estes pequenos atos possam gerar grandes reflexões.
E que, sustentabilidade é mais do que uma palavra e depende muito de todos nós. Somos chamados a mudar nossos hábitos em prol da natureza e, é claro, do nosso futuro neste planeta.

E gente, as crianças que assistiram a contação de histórias já sabem: não é só na semana do meio ambiente que a gente preserva o planeta! São atitudes e hábitos que devem ser adquiridos e praticados todos os dias.

Parace tão clichê falar de planeta e meio ambiente, né? E é. Mas parece que ainda não faz parte da vida de algumas pessoas. Vale lembrar, observar as reações da natureza, a qualidade do nosso ar, da nossa água...
É o planeta nos pedindo socorro, nos pedindo equilíbrio.

Equilíbrio. Acho que está ai a chave para a boa convivência neste e com este planeta.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

18 de maio - Dia da Luta Antimanicomial


Hoje, dia de 18 de maio, comemora-se o dia da Luta Antimanicomial. E alguns vão se perguntar: "o que eu tenho a ver com isso?"
Primeiro, acho importante contextualizar o movimento. (Resumidamente).

Em 1987, alguns trabalhadores da área da saúde reuniram-se em Bauru (SP) e, ligados ao movimento da Reforma Sanitária (um dos que deram origem ao SUS) experimentaram as influências da desinstitucionalização já iniciada na Europa.

Deste movimento, surge a Reforma Psiquiátrica - que tem por objetivo reformular as práticas em saúde mental no país.
Entre as principais mudanças, está a extinção dos chamados manicômios e a criação de serviços substitutivos no cuidado do sofrimento psíquico.

A Lei Paulo Delgado (Lei 10216 de 2001) está ai para garantir novos modelos de tratamento de transtornos mentais no Brasil.

Acredito que um filme que ilustre bem a questão da saúde mental, práticas e falhas e que certamente é minha recomendação para hoje é o brasileiro "Bicho de sete cabeças (2001)" dirigido por Laís Bodanzky. O filme é baseado na obra de Austregésilo Carrano Bueno - "Canto dos Malditos" - contando a experiência do autor em um hospital psiquiátrico.

Ah, e o que tu tens a ver com tudo isso, né? Será que já paraste para pensar na incidência de transtornos psiquiátricos que acometem a população só aqui no Brasil?
Não?
Observa os noticiários. Observa a tua volta. Observa na própria família quantas pessoas têm ou já tiveram sintomas de depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia, entre outros.

O importante é que movimentos como esse garantiram às milhares de pessoas que necessitam deste tipo de atenção especializada um cuidado maior, menos traumático e com práticas mais humanas.

Ainda estamos longe do ideal. Ainda faltam leitos em hospitais gerais. Ainda falta mais humanização na medicina. Ainda falta maior atenção do poder público.

Todos nós fazemos parte desta luta diária.
Até porque, de perto, ninguém é normal e isto é um fato.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Pode ser mais impessoal?


Quando eu acho que nada mais estapafúrdio possa acontecer em termos de humanidade, surpreendo-me absurdamente com as coisas que a contemporaneidade apresenta para nós.

Conversando com uma amiga psicóloga, eis que ela, navegando pela rede depara-se com um site especializado em término de relacionamentos.
Isso mesmo: especializado em "pé na bunda"!!!

Segue link para aqueles que, assim como eu, acharam que era "Pegadinha do Malandro": ---> http://acessa.me/dm2C


A falta de compromisso, o medo do envolvimento e a dificuldade de vincular-se a outro ser humano já eram "top" das preocupações dos solteiros de plantão. Mais essa agora?! O que mais o ser humano vai criar para evitar a maturidade emocional?

Inversão de valores? Pouco envolvimento? Vazio social?
Sem maiores análises.
Tirem suas próprias conclusões.

domingo, 1 de maio de 2011

Apoio cultural - "La garantia soy yo"


Acho realmente uma pena a falta de interesse de alguns municípios quando se trata de divulgar eventos culturais que ocorrem na cidade.
Como "projeto de atriz" fico entristecida que só fiquemos sabendo de exposições, teatros, e espetáculos diversos quando fazemos parte deste meio e corremos atrás.

Ontem, estive presente e pude prestigiar o trabalho dos colegas do grupo "Teatro Velho do Saco": o Leandro Coimbra e o Zé Roberto Soares Jr (o querido Tchakaruga de Paranaguá) na peça "La garantia soy yo" (imagem). A apresentação ocorreu no Teatro Municipal de São Leopoldo.

A Satand Up Comedy tem duração de uma hora e meia aproximadamente. O bom humor e a qualidade técnica e artística dos atores em cena é a marca registrada do espetáculo.
Os quadros e personagens nos cativam não só pela qualidade do humor, mas pela atuação mais que consagrada destes dois talentosos meninos! Domínio do público do início ao fim da apresentação.

Nesta noite foi gravado o Dvd da peça.

Indico e promovo sempre quando o trabalho é de qualidade. E este com certeza é um trabalho que vale ser divulgado e podemos esperar ouvir muitas vezes o nome dessa gurizada por ai nestes nossos palcos.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Quem não tem teto de vidro...


Os "telhados" hoje em dia, me parecem não ser mais construídos de vidro, frágil e delicado, passível de rachaduras e pequenos cortes. Material este que nos exige zelo no manuseio, cuidado para com o material do telhado do vizinho, igualmente frágil.

As pessoas agem como se seus "telhados" fossem construídos de concreto, material muito resistente e que não exige adaptação, remodelação, pequenos consertos a medida em que as turbulências da vida vão agindo sob nossos materiais humanos.

Mesmo com o politicamente correto, com as inúmeras reflexões que somos chamados a fazer atualmente a cerca de nós mesmo e nosso papel no mundo, acredito que nunca julgamos tanto o outro como fazemos hoje. E nunca com tanta severidade.

Como bem colocou um "twitteiro de plantão", hoje em dia todo mundo tem razão. E é bem verdade. Ninguém quer ceder, entender o ponto de vista do outro, perceber suas idéias, por mais flexível que se diga ser.

Às vezes chego a desconfiar de quem se diz muito flexível.

Muitas vezes o que acontece é uma camuflagem (até mesmo inconsciente). Quanto mais flexível parece ser, mais intolerante se mostra.

E com coisas que pareceriam tão simples, tão certas, tão dadas.
E não percebem. Seguem batendo nas suas teclas (que para si são as melhores, mais corretas) e tentando convencer os outros de suas teorias, gostos, preferências.

Se agarram às suas ideologias e muitas vezes tomam como "errado" todo e qualquer ser humano que siga um ponto de vista diferente daquele que propõe.

Infelizmente, atitudes assim acabam por gerar discórdia. Fica ainda mais difícil colocar a prova seu ponto de vista quando ele é defendido de forma pesada, forçada, afoita.

É preciso refletir sobre a forma como estamos defendendo nossos ideais. E também a maneira como estamos recebendo os ideais contrários aos nossos nesse interim.

Na dúvida, usemos o bom senso, o zelo, o cuidado.
Por que, mais importante do que estar certo ou errado, é estar em paz com nossas próprias decisões.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

O esvaziamento das relações


Tenho conversado bastante com alguns amigos sobre a dificuldade de fazer, cultivar e manter amizades hoje em dia. É unanimidade entre eles que, não só para relacionamentos amorosos - mas também para qualquer tipo de relacionamento - anda muito cansativo o investir.

Quantas vezes a gente encontra um amigo e se interessa em saber o que ele está fazendo, quais os projetos de vida está realizando, retomar um pouco a relação que às vezes fica um pouco comprometida pela correria nossa de cada dia?

E eis que a gente ouve um sonoro "vamos marcar". Que por sinal, ultimamente está virando sinal de "estou ocupado demais para arrumar tempo para isto".

Liga-se a primeira vez com um convite que, é recusado. Na segunda vez, outro compromisso para a mesma data. Na terceira vez ligamos só para "tranquilizar a consciência" e mais uma vez, há "desencontro".

E não estou falando aqui de amizades recentes, de pessoas informais que conhecemos "caminhando por ai". Falo também daqueles amigos que foram muito próximos no passado, que fizeram parte de momentos importantes na nossa vida (e vice-versa), pessoas com quem se construiu um vínculo que, aos poucos, foi desvanecendo.

E por que extingui-se o laço? O que acontece neste interim que descaracteriza as relações?
Mistérios.

Cada relação é diferente e se constitui por motivos diferentes. Por isso fica tão difícil entender o que se passa com cada uma delas. Pode ser por mil motivos, pode ser por motivo nenhum, elas apenas se desfazem, se perde, esmorecem.

A quem culpar?
É, mais uma vez o ritmo acelerado dos dias atuais.
Será mesmo?

Simplesmente mulher

Achei o texto belíssimo, digno de ser compartilhado. Não encontrei o autor, mas se alguém conhecer, saúde-o por todas nós, mulheres!

O DESRESPEITO À NATUREZA TEM AFETADO A SOBREVIVÊNCIA DE VÁRIOS SERES VIVOS E ENTRE OS MAIS AMEAÇADOS ESTÁ A FÊMEA DA ESPÉCIE HUMANA.

Tenho apenas um exemplar em casa, que mantenho com muito zelo e dedicação, mas na verdade acredito que é ela quem me mantém. Portanto, por uma questão de auto-sobrevivência, lanço a campanha 'Salvem as Mulheres!' Tomem aqui os meus parcos conhecimentos em fisiologia da feminilidade a fim de que preservemos os raros e preciosos exemplares que ainda restam.

Habitat: Mulher não pode ser mantida em cativeiro. Se for engaiolada, fugirá ou morrerá por dentro. Não há corrente que as prenda e as que se submetem à jaula perdem o seu DNA. Você jamais terá a posse de uma mulher, o que vai prendê-la a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente.

Alimentação correta: Ninguém vive de vento. Mulher vive de carinho. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ela não receber de você vai pegar de outro. Beijos matinais e um 'eu te amo' no café da manhã as mantém viçosas e perfumadas durante todo o dia. Um abraço diário é como a água para as samambaias. Não a deixe desidratar. Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial.

Flores: também fazem parte de seu cardápio - mulher que não recebe flores murcha rapidamente e adquire traços masculinos como rispidez e brutalidade.

Respeite a natureza: Você não suporta TPM? Case-se com um homem. Mulheres menstruam, choram por nada, gostam de falar do próprio dia, discutir a relação. Se quiser viver com uma mulher, prepare-se para isso.

Não tolha a sua vaidade: É da mulher hidratar as mechas, pintar as unhas, passar batom, gastar o dia inteiro no salão de beleza, colecionar brincos, comprar sapatos, ficar horas caminhando no shopping, chorar com um filme. Entenda tudo isso e apóie.

Cérebro feminino não é um mito: Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino. Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente o aposentaram!). Então, agüente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objeto de decoração. Se você se cansou de colecionar bibelôs, tente se relacionar com uma mulher. Algumas vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você. Não fuja dessas, aprenda com elas e cresça. E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com os homens, a inteligência não funciona como repelente para as mulheres.

Não confunda as subespécies: Mãe é a mulher que amamentou você e o ajudou a se transformar em adulto. Amante é a mulher que o transforma diariamente em homem. Cada uma tem o seu período de atuação e determinado grau de influência ao longo de sua vida.

Não faça sombra sobre ela: Se você quiser ser um grande homem tenha uma mulher ao seu lado, nunca atrás. Assim, quando ela brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ela estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.

Aceite: mulheres também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar. O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utiliza para motivar os próprios. Ele sabe que, preservando e cultivando a mulher, ele estará salvando a si mesmo.