domingo, 1 de maio de 2011

Apoio cultural - "La garantia soy yo"


Acho realmente uma pena a falta de interesse de alguns municípios quando se trata de divulgar eventos culturais que ocorrem na cidade.
Como "projeto de atriz" fico entristecida que só fiquemos sabendo de exposições, teatros, e espetáculos diversos quando fazemos parte deste meio e corremos atrás.

Ontem, estive presente e pude prestigiar o trabalho dos colegas do grupo "Teatro Velho do Saco": o Leandro Coimbra e o Zé Roberto Soares Jr (o querido Tchakaruga de Paranaguá) na peça "La garantia soy yo" (imagem). A apresentação ocorreu no Teatro Municipal de São Leopoldo.

A Satand Up Comedy tem duração de uma hora e meia aproximadamente. O bom humor e a qualidade técnica e artística dos atores em cena é a marca registrada do espetáculo.
Os quadros e personagens nos cativam não só pela qualidade do humor, mas pela atuação mais que consagrada destes dois talentosos meninos! Domínio do público do início ao fim da apresentação.

Nesta noite foi gravado o Dvd da peça.

Indico e promovo sempre quando o trabalho é de qualidade. E este com certeza é um trabalho que vale ser divulgado e podemos esperar ouvir muitas vezes o nome dessa gurizada por ai nestes nossos palcos.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Quem não tem teto de vidro...


Os "telhados" hoje em dia, me parecem não ser mais construídos de vidro, frágil e delicado, passível de rachaduras e pequenos cortes. Material este que nos exige zelo no manuseio, cuidado para com o material do telhado do vizinho, igualmente frágil.

As pessoas agem como se seus "telhados" fossem construídos de concreto, material muito resistente e que não exige adaptação, remodelação, pequenos consertos a medida em que as turbulências da vida vão agindo sob nossos materiais humanos.

Mesmo com o politicamente correto, com as inúmeras reflexões que somos chamados a fazer atualmente a cerca de nós mesmo e nosso papel no mundo, acredito que nunca julgamos tanto o outro como fazemos hoje. E nunca com tanta severidade.

Como bem colocou um "twitteiro de plantão", hoje em dia todo mundo tem razão. E é bem verdade. Ninguém quer ceder, entender o ponto de vista do outro, perceber suas idéias, por mais flexível que se diga ser.

Às vezes chego a desconfiar de quem se diz muito flexível.

Muitas vezes o que acontece é uma camuflagem (até mesmo inconsciente). Quanto mais flexível parece ser, mais intolerante se mostra.

E com coisas que pareceriam tão simples, tão certas, tão dadas.
E não percebem. Seguem batendo nas suas teclas (que para si são as melhores, mais corretas) e tentando convencer os outros de suas teorias, gostos, preferências.

Se agarram às suas ideologias e muitas vezes tomam como "errado" todo e qualquer ser humano que siga um ponto de vista diferente daquele que propõe.

Infelizmente, atitudes assim acabam por gerar discórdia. Fica ainda mais difícil colocar a prova seu ponto de vista quando ele é defendido de forma pesada, forçada, afoita.

É preciso refletir sobre a forma como estamos defendendo nossos ideais. E também a maneira como estamos recebendo os ideais contrários aos nossos nesse interim.

Na dúvida, usemos o bom senso, o zelo, o cuidado.
Por que, mais importante do que estar certo ou errado, é estar em paz com nossas próprias decisões.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

O esvaziamento das relações


Tenho conversado bastante com alguns amigos sobre a dificuldade de fazer, cultivar e manter amizades hoje em dia. É unanimidade entre eles que, não só para relacionamentos amorosos - mas também para qualquer tipo de relacionamento - anda muito cansativo o investir.

Quantas vezes a gente encontra um amigo e se interessa em saber o que ele está fazendo, quais os projetos de vida está realizando, retomar um pouco a relação que às vezes fica um pouco comprometida pela correria nossa de cada dia?

E eis que a gente ouve um sonoro "vamos marcar". Que por sinal, ultimamente está virando sinal de "estou ocupado demais para arrumar tempo para isto".

Liga-se a primeira vez com um convite que, é recusado. Na segunda vez, outro compromisso para a mesma data. Na terceira vez ligamos só para "tranquilizar a consciência" e mais uma vez, há "desencontro".

E não estou falando aqui de amizades recentes, de pessoas informais que conhecemos "caminhando por ai". Falo também daqueles amigos que foram muito próximos no passado, que fizeram parte de momentos importantes na nossa vida (e vice-versa), pessoas com quem se construiu um vínculo que, aos poucos, foi desvanecendo.

E por que extingui-se o laço? O que acontece neste interim que descaracteriza as relações?
Mistérios.

Cada relação é diferente e se constitui por motivos diferentes. Por isso fica tão difícil entender o que se passa com cada uma delas. Pode ser por mil motivos, pode ser por motivo nenhum, elas apenas se desfazem, se perde, esmorecem.

A quem culpar?
É, mais uma vez o ritmo acelerado dos dias atuais.
Será mesmo?

Simplesmente mulher

Achei o texto belíssimo, digno de ser compartilhado. Não encontrei o autor, mas se alguém conhecer, saúde-o por todas nós, mulheres!

O DESRESPEITO À NATUREZA TEM AFETADO A SOBREVIVÊNCIA DE VÁRIOS SERES VIVOS E ENTRE OS MAIS AMEAÇADOS ESTÁ A FÊMEA DA ESPÉCIE HUMANA.

Tenho apenas um exemplar em casa, que mantenho com muito zelo e dedicação, mas na verdade acredito que é ela quem me mantém. Portanto, por uma questão de auto-sobrevivência, lanço a campanha 'Salvem as Mulheres!' Tomem aqui os meus parcos conhecimentos em fisiologia da feminilidade a fim de que preservemos os raros e preciosos exemplares que ainda restam.

Habitat: Mulher não pode ser mantida em cativeiro. Se for engaiolada, fugirá ou morrerá por dentro. Não há corrente que as prenda e as que se submetem à jaula perdem o seu DNA. Você jamais terá a posse de uma mulher, o que vai prendê-la a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente.

Alimentação correta: Ninguém vive de vento. Mulher vive de carinho. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ela não receber de você vai pegar de outro. Beijos matinais e um 'eu te amo' no café da manhã as mantém viçosas e perfumadas durante todo o dia. Um abraço diário é como a água para as samambaias. Não a deixe desidratar. Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial.

Flores: também fazem parte de seu cardápio - mulher que não recebe flores murcha rapidamente e adquire traços masculinos como rispidez e brutalidade.

Respeite a natureza: Você não suporta TPM? Case-se com um homem. Mulheres menstruam, choram por nada, gostam de falar do próprio dia, discutir a relação. Se quiser viver com uma mulher, prepare-se para isso.

Não tolha a sua vaidade: É da mulher hidratar as mechas, pintar as unhas, passar batom, gastar o dia inteiro no salão de beleza, colecionar brincos, comprar sapatos, ficar horas caminhando no shopping, chorar com um filme. Entenda tudo isso e apóie.

Cérebro feminino não é um mito: Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino. Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente o aposentaram!). Então, agüente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objeto de decoração. Se você se cansou de colecionar bibelôs, tente se relacionar com uma mulher. Algumas vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você. Não fuja dessas, aprenda com elas e cresça. E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com os homens, a inteligência não funciona como repelente para as mulheres.

Não confunda as subespécies: Mãe é a mulher que amamentou você e o ajudou a se transformar em adulto. Amante é a mulher que o transforma diariamente em homem. Cada uma tem o seu período de atuação e determinado grau de influência ao longo de sua vida.

Não faça sombra sobre ela: Se você quiser ser um grande homem tenha uma mulher ao seu lado, nunca atrás. Assim, quando ela brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ela estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.

Aceite: mulheres também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar. O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utiliza para motivar os próprios. Ele sabe que, preservando e cultivando a mulher, ele estará salvando a si mesmo.

terça-feira, 22 de março de 2011

Coincidências? Não acredito!


Confesso que como grande entusiasta dos relacionamentos, dos encontros, dos sucessos, fico entristecida quando ouço de um dos meus amigos que o relacionamento deles chegou ao fim.
Fico triste porque percebo o quanto é difícil encontrar alguém e permanecer com ele (a) apesar das adversidades que a vida traz. E não são poucas.
Mas sabe o que é mais triste?
Ao final dos relacionamentos (seja por qual foi o motivo) as pessoas costumam ver apenas o lado negativo, a tristeza e a decepção (com elas, com os parceiros, com a vida).
Sei que este é o momento para isto. O luto pela perda precisa ser vivido. E nada melhor do que ser na hora certa.
Mas acredito também que este é o momento para reflexão.
Refletir sobre sua vida, suas atitudes, sobre as pessoas em geral.
Cada um que passa na nossa vida tem um papel. Não acredito em coincidências!
Mas não falo aqui de destino, porque nossa história é escrita por nossas escolhas. Falo de percepção, de sutileza, de aprendizado. Aprendizado que às vezes é dolorido.
As pessoas passam por nossas vidas e nos trazem um pouco de si e levam um pouco de nós. Hábitos, costumes, gostos musicais, enfim... Trazem o bom e o mau da vida consigo. São humanas!
Não podemos ser ingratos. Porque até quando nos fazem "mal" nos trazem lições!
Aprendemos a nos defender daqueles que podem nos enganar, aprendemos que não podemos confiar em todo mundo, aprendemos que às vezes na vida é preciso ter jogo de cintura.
Tiremos nossas lições de cada pessoa que passar por nós. Vamos aprender a viver com nossos erros e acertos.
E continuar abertos. Abertos para novos relacionamentos, novas aprendizagens. Erros e acertos fazem parte da nossa caminhada.

domingo, 20 de março de 2011

Quando a pilha acaba


A motivação é um processo psicológico básico. É uma condição que energiza e orienta um comportamento para um objetivo.

Motivação vem do latim movere, que significa mover.
Seria como uma pressão interna, partindo de uma necessidade e que originaria uma energia para impulsionar uma atividade, dando início, guiando e mantendo este estado para a realização de uma meta diversa.

O conceito é de simples compreensão e nos é fácil perceber as próprias motivações enquando lemos a descrição.

Quando iniciamos um projeto, seja ele no trabalho, nos estudos, nos relacionamentos, temos a "energia" inicial e que nos guia para a realização dos nossos empreendimentos.
Ah como seria bom se a manutenção da motivação fosse tão simples quanto é o estopim inicial!

O que fazer quando a "pilha" acaba? Que fazer quando a energia que nos guiou no início parece que se esvaziou?
Que fazer quando chega a segunda-feira e a vontade de levantar e ir trabalhar acaba?
E quando os relacionamentos já nos causam mais exaustão do que prazer?
E as amizades que nos exigem cada vez mais paciência para a manutenção. Quando esta vontade de "correr atrás" termina?

Difícil seguir qualquer meta, qualquer projeto quando não se tem prazer para nos motivar, nos impulsionar. Tudo o que se faz com prazer é melhor realizado, tem mais qualidade.

O que te motiva?
O que te desmotiva?
Precisamos encontrar a energia perdida e colocar mais qualidade nas nossas vidas.

E quando não é possível encontrá-la nas coisas rotineiras, é preciso lançar vôo para outras metas, outros projetos, outras relações!
Estar em busca do que nos motiva, do que nos move é o que deixa a vida mais fácil, mais tranquila e mais prazerosa.

Será que não é isso que está faltando na tua vida? Um pouquinho de novidade para continuar em movimento?

segunda-feira, 14 de março de 2011

O trem das sete

Hoje é dia da poesia. Escrever é mais do que uma boa articulação de palavras. É transbordamento, é paixão, é doação do escritor em favor da escrita.

Esta é minha singela homenagem a todos aqueles que escrevem e fazem de sua escrita ferramenta para encantar, emocionar, entreter o outro.
Àqueles que dividem sua essência, um pouquinho da minha.

O trem das sete

Sentada na estação vejo o céu, vejo a paisagem
Me perco na imensidão do azul que, aos poucos, ganha tons de cinza
Ao longe, escuto o som dos pássaros
Entoando melodias, trocando carícias
Foi uma gota de chuva que senti cair em meu rosto?

Em meio aos sons e percepções sinto a brisa transformar-se em vento
E do vento, os uivos de uma tempestade que se forma
Paro, fecho os olhos e apenas me entrego a sinfonia de ecos que se moldam
Conversando, sussurrando, contando segredos
Segredos que só ouvem os que se permitem parar

Abro os olhos e o trem já se foi
Se foi sem que eu pudesse embarcar, seguir meu caminho
"-Calma" - diz o vento - "-logo outro trem está por vir!"
E novamente me sento, ansiando pela novela contada pelos silvos da brisa errante

Já não mais brilha o sol... é a noite se anunciando no horizonte
Noite que traz consigo o frescor de uma chuva fraca, tímida
A tempestade foi-se embora, ficou a calmaria
É o drama, a trama, a grama... Perfumes da noite embalados ao som de raios e trovões

Experimento caminhar pela rua, enganando o tempo
Na esperança de que o trem chegue depressa
Meus cabelos já começam a ficar molhados, pingando gotas gélidas no meu rosto
Me entrego à sensação de estar no mar, envolvida pelas ondas
Beijada pela brisa, desperto com um som crescente
É o trem das sete, que se aproxima para me levar ao meu destino

Para onde mesmo eu queria ir?