sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Dias melhores sempre virão


Hoje amanheci triste, com um peso enorme nos meus ombros. Percebo como ficamos fragilizados quando coisas ruins nos acontecem.

E a vida está ai, para nos apresentar suas facetas diversas, e nem todas elas são doces, alegres e produtivas. Se bem que até nas coisas ruins encontramos possibilidades.

Coisas ruins acontecem na vida de todos e nos afetam de maneiras muito diversas.
Reagir a elas depende de muitos outros fatores.

Em meu trabalho de conclusão do curso trabalhei um conceito chamado "resiliência". Tema relativamente novo, mas que nos ajuda a entender como as adversidades nos afetam e como é possível superá-las e até mesmo aprender com elas.
Resiliência seria a capacidade de atravessar crises e adversidades sem desenvolver nenhum prejuizo a nossa saúde e até mesmo podendo aprender com essas dificuldades, transformando nossa realidade.

Basicamente, nossa história de vida, nossos amigos, família, instituições podem servir como proteção contra os efeitos negativos das situações de crise.
Poder contar com pessoas na resolução de nossos problemas se mostra uma característica positiva.
As coisas ruins acontecem e nos afetam inevitavelmente. Mas posso garantir, que sabendo para quem recorrer, nossos problemas se tornam fardos bem menos pesados.

Com quem você pode contar nessa vida?!
Quem são seus "fatores de proteção"?

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Para quê simplificar se a gente pode dificultar?!


Há situações na vida da gente que realmente nos fazem pensar sobre as (im)possibilidades da humanidade e sobre como as pessoas administram (ou não) as suas emoções.
Que relacionar-se com o outro não é uma tarefa fácil, isso nem preciso reiterar, é fato dado e indiscutível. Mas que tem gente que faz questão de complicar, isso é mais do que verdade.
Há situações em que o conflito é inevitável e resolvê-lo passa a ser questão de quem vai ceder primeiro. E ceder, leia-se aqui "dar o braço a torcer". Ceder não é mais uma questão de ajuste, de flexibilidade, mas passa a ser de fraqueza, de admitir que se erra. (Como se isso fosse alguma novidade: nós, humanos, errarmos!)
Uma vez ocorrido o conflito e em virtude da dificuldade de resolvê-lo, algumas pessoas adotam o bom e velho, "deixar rolar" ou "esperar a poeira baixar". Outros porém, preferem atitudes de verdadeiro descontrole, como "colocar lenha na fogueira", complicar, implicar.
Acredito que seja uma dificuldade de cada um e que não é questão de certo ou errado. O que eu não entendo, é o que as pessoas vêm de benefício em perpetuar uma rixa, reforçar um comportamento desagradável, proporcionar ao outro desconforto.
Quem ganha e quem perde? Todos perdem.
O que sofre as consequências, perde porque está numa posição de receptor de toda energia negativa.
Mas quem gasta o seu tempo e suas energias projetando suas dificuldades no outro perde muito mais. Perde por investir tempo em algo que não gera proveito ou benefício algum. Perde porque gera negatividade nas suas atitudes e pensamentos. E perde porque não aprende grandes lições que as adversidades da vida nos proporcionam.
E eu? Aprendi a deixar passar, a tomar para mim minhas responsabilidades e só. O que é do outro, deixo para que ele se ajuste quando estiver preparado para assumir suas próprias responsabilidades.
A vida é muito curta e complicada o suficiente para que eu ainda dificulte sua passagem.
Decidi ser facilitadora.
E você?

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O meu tempo e o tempo do outro

O tempo é uma das medidas que me encantam refletir.
É tão contínuo, tão ininterrupto, tão variável, tão relativo.

Quando somos crianças, o tempo passa tão devagar, tão espaçado. Vivemos as horas como se fossem dias inteiros... As brincadeiras têm começo, enredo e fim. E um novo começo se desejarmos.

Os anos de escola são infindáveis. Não vemos a hora deste bendito tempo passar para que enfim, gozemos da plenitude da vida adulta, onde o tempo estará a nosso favor.

Ledo engano! Lá vem o tempo para nos empurrar numa torrente de horas e dias que passam sem que nos demos conta de como e para onde foram. Há começo, enredo e o quê mais mesmo?

Acordamos um dia e nos damos conta da idade... reflexo de como o tempo passou para nós. E desejamos que o tempo volte a correr devagar, para que aproveitemos cada segundo de cada momento.

O tempo é diferente para cada pessoa. Cada um de nós tem o seu ritmo, sua velocidade.

O tempo do relógio é o mesmo, mas nosso relógio interno nos prega peças!

Quando estamos no trabalho, parece que este mesmo tempo, que voa nos finais de semana, arrasta-se, martirizando-nos com sua velocidade absurdamente lenta. E às vezes, concentrados na tarefa, o tempo voa e não percebemos o quanto fomos absorvidos por ele e pelo relógio com suas batidas ritmadas.

O que é o tempo para mim? O que é o tempo para o outro? Diferentes, iguais? Apenas relativo, já nos mostrava Einstein.

Como estamos aproveitando nosso tempo? Com quem estamos passando nossos momentos?

Estamos vivendo as plenitudes que se apresentam para nós ou apenas esperando o tempo passar?

Independente da resposta, o tempo continua passando e os momentos que vivemos no hoje, não voltam mais. Amanhã, mesmo idênticos, serão diferentes. Porque o tempo simplesmente passou.

Reflexões estas de alguém que olhou para tras e viu que um quarto de século se passou. E como passou rápido! =)

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Oração do Psicólogo


Senhor,
Só Você conhece em profundidade a criatura humana
Só Você é verdadeiro psicólogo.
Contudo, Senhor, aceite-me como seu ajudante.
Ensine-me as técnicas, oriente-me para não errar,
E quando eu falhar - sei que isso acontecerá -venha depressa, Senhor, sanar o mal que fiz.
Dê-me um entranhado amor e respeito
pela criatura humana.
Não permite que a rotina, o cansaço
torne-me frio e indiferente ao outro.
Dê-me bastante humildade para aceitar meus erros,
perdoa as ofensas e ajuda-me a
atribuir os êxitos a Você.
Que no fim de cada dia, ao fazer minha revisão,
eu possa dizer em verdade:
Hoje fiz tudo quando dependeu de mim para
ajudar ao meu irmão.
Obrigado, Senhor!
27 de agosto - Dia dos Psicólogos -

27 de Agosto - Dia do Psicólogo


Hoje é dia do Psicólogo.
Dia do profissional que lida com as emoções, que questiona, que posiciona, que reflete.
E somos muitos e somos vários e somos diversos.
Estamos nas empresas, nos postos de saúde, nos centros de atenção, nos hospitais, nas delegacias, nas Ongs e onde mais tivermos espaços estamos a ocupar. E mesmo onde não temos espaço, lá estamos nós nos enfiando e deixando nossa marca.
Para aqueles que pensam que a profissão é um mar de rosas, meus amigos, ledo engano!
Somos chamados a responder quando ninguém mais responde. Infelizmente ainda é assim! Poucos são os que nos pensam como medida protetiva e preventiva.
E lutamos e brigamos e nos descabelamos para encontrar nosso lugar.
E que lugar é esse?
Às vezes um lugar de pouca valorização, de pouca remuneração, de poucas condições.
E quem somos nós?
Para muitos, ainda somos aqueles que trabalham com a loucura, com o problema, com a incógnita.
Mas isso muda, um dia muda.
Um dia seremos reconhecidos por nossos esforços e não por nossa teimosia!
Parabéns aos colegas que apesar dos pesares seguem lutando, seguem realizando a doce tarefa de retransformar sofrimentos, de recolocar as emoções nos seus lugares.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Semana Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência




Esse final de semana aconteceu uma situação que me fez refletir sobre a importância da promoção de eventos relevantes.

Estive a passeio na Usina do Gasômetro em Porto Alegre e qual foi minha surpresa ao perceber que estava acontecendo um evento. Neste evento, um palco, onde pessoas se apresentavam, música alta ecoava e diversos "estandes" improvisados estavam distribuídos na frente da usina.

A pessoa que estava comigo perguntou-me se eu sabia sobre o evento e eu realmente não tinha idéia do que se tratava.

Para minha surpresa (que trabalho numa Ong que defende os direitos das pessoas portadoras de necessidades especiais), o evento em questão se tratava da "Semana Estadual do Direitos da Pessoa com Deficiência".

Posso estar enganada, mas nenhum jornal de circulação essa semana fez menção de destaque a este acontecimento.
Digo acontecimento porque é uma forma de trazer à sociedade a realidade sobre as pessoas que possuem alguma necessidade especial (seja ela física ou mental). É um espaço para poder mostrar (como diz o lema deste ano) que "Somos iguais nas diferenças" e que apesar das dificuldades, ainda há força para lutar por melhores condições.

Fico decepcionada quando vejo que eventos não tão impactantes são amplamente divulgados em todos os meios de comunicação e que movimentos como este fiquem à sorte de quem os encontra assim como eu, por acaso.

Aqui no Rio Grande do Sul, os eventos começaram no dia 21/08/2010 e vão até o próximo domingo, dia 29/08/2010. São debates, apresentações, discussões e relato de vivências dessas pessoas que muitas vezes são esquecidas pela sociedade.
Quem tiver oportunidade, vale muito a pena conferir. Certamente poderá fazer uma boa reflexão a respeito da sua própria vida e valorizá-la ainda mais.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A lógica da punição

Na semana passada a polêmica do projeto de lei que proíbe a famosa palmada gerou diversas opiniões contrárias, principalmente dos adeptos da tal "palmada educativa". Teve gente que foi além e levantou uma questão importante sobre a intervenção pública na vida privada e educação dos filhos.
Acredito que nunca foi tão difícil educar crianças como está se apresentando a questão atualmente. Bullying e agressões contra colegas e professores vindo de crianças de 8 anos nunca vendeu tanto jornal.
Nunca se falou tanto em limite quanto hoje. E nunca se soube tão pouco a respeito do conceito. Muitos pais acreditam que impor limites aos seus filhos significa proibi-los de fazer algo ou puni-los quando não agem de acordo com as regras. Mas o conceito vai muito além disso.
Impor limites é, acima de tudo, mostrar um amor consciente. Ensinar as crianças que todos os nossos atos têm consequências e que nem tudo o que desejamos é possível ser realizado imediatamente. Educação exige firmeza equilíbrio e os pais precisam passar aos seus filhos, porque isso os ajuda no seu desenvolvimento psicológico.
É ai que entra a lógica às avessas da palmada. Os pais usam a palmada quando outras tentativas já falharam. Mostram aos seus filhos que, quando não conseguirem resolver seus conflitos, eles podem se utilizar da "palmada". E aceitável usar agressão para solucionar problemas! E por que? Porque os pais utilizam!
Os pais são os modelos nos quais as crianças se espelham para desenvolver seus valores e por isso precisam ter consciência dos seus atos e que eles vão influenciar o desenvolvimento dos filhos.
Acredito que, embora o projeto de lei tenha boas intenções, não servirá aos seus propósitos de auxiliar os pais na educação de seus filhos, uma vez que estipula a punição, mas não os ensina a maneira mais adequada de educar.
É preciso bom senso e muita reflexão. Educar uma criança é dar subsídios para que no futuro ela possa resolver seus conflitos sozinha e de forma satisfatória. Que grande responsabilidade essa, hein?